Construção e remodelação de ferrovias é o carro-chefe da Cotrin

A empresa mineira já executou mais de 100 projetos, bem como construiu e recuperou mais de 2 mil quilômetros de ferrovias Brasil afora
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Construção e remodelação de ferrovias é o carro-chefe da Cotrin
A Cotrin tem 780 colaboradores e atua em três áreas: obras industriais, civis e ferroviárias | Crédito: Divulgação/Cotrin

Com mais de 35 anos de atuação, a mineira Cotrin já executou mais de 100 projetos, bem como construiu e recuperou mais de 2 mil quilômetros de ferrovias Brasil afora. Para isso, conta com uma infraestrutura robusta que inclui cerca de 200 equipamentos entre linha amarela, caminhões e ferroviários.

Nos últimos anos, a empresa tem acumulado crescimento robusto, feito que a gestão atribui ao desenvolvimento do próprio País. Para se ter uma ideia, apenas em 2022, o faturamento ultrapassou a casa dos R$ 120 milhões. Já para 2023, o foco não está no crescimento, mas na estruturação dos negócios.

As informações são do diretor da Cotrin, Henrique Trindade. Segundo ele, o bom desempenho dos últimos anos trouxe possibilidades de negócios, mas também desafios. “Foi necessário organizar a empresa. Passamos a focar mais em pessoas e processos, agregando muita inovação tecnológica para reforçar a operação. Não queremos ser a maior, mas a melhor”, resume.

Hoje a Cotrin possui 780 colaboradores e atua em três áreas: obras industriais, civis e ferroviárias, sendo essa última o carro-chefe, respondendo por cerca de 60% do negócio, por meio de construção e renovação e remodelação (troca de dormentes) do modal nos quatro cantos do País e também no exterior.

Não queremos ser a maior, mas a melhor, resumiu Trindade | Crédito: Fernanda Nazaré

Mas o executivo diz que essa representatividade para os negócios é cíclica e acompanha o cenário econômico nacional. As parcerias público-privadas (PPPs) que surgiram com o novo marco regulatório do setor, editado em 2021, por exemplo, é que elevaram a participação desses serviços junto à empresa. As renovações antecipadas dos contratos de concessão desses modais também.

“Além de nossos clientes já terem a obrigação perante a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) de fazer a manutenção das ferrovias, isso também é muito estratégico para eles, já que reduz o custo com a manutenção dos equipamentos e aumenta a capacidade de escoamento. Ou seja, há tanto a parte regulatória inerente à operação quanto a parte estratégica, valiosa para a produtividade”, explica.

Cotrin e as ferrovias

A história da empresa teve início em 1987, com o engenheiro mecânico Jaféte Trindade, que, depois de uma empreitada de quase três anos no Iraque, retornou ao Brasil para trabalhar nas principais obras ferroviárias. Dentre elas destacam-se a estrada de ferro de Carajás e a estrada de ferro do Aço. Em 1987, junto à esposa, criou a Construtora Trindade Ltda: Cotrin.

Atualmente, os filhos dos fundadores, Rafael e Henrique Trindade, estão à frente da empresa em uma bem-sucedida transição familiar.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/


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