Direcional aprova recompra de até 32 milhões de ações ordinárias

Construtora mineira busca maximizar valor para acionistas e divulga resultados do segundo trimestre
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Direcional aprova recompra de até 32 milhões de ações ordinárias
Foto: Divulgação Direcional Engenharia

O conselho administrativo da construtora mineira Direcional Engenharia aprovou, nessa terça-feira (11), a abertura de novo programa de recompra de até 32 milhões de ações ordinárias. De acordo com fato relevante, essa operação tem como objetivo maximizar a geração de valor para o acionista da empresa por meio de uma administração eficiente da estrutura de capital.

Atualmente, existem 327.236.076 papéis emitidos pela companhia em circulação no mercado e outras 496.216 ações mantidas em tesouraria. A Direcional destaca que todas as operações de compra ou venda serão realizadas na Bolsa de Valores brasileira, a B3, a preço de mercado.

Além disso, ele pontua que, na hipótese de serem realizadas operações no âmbito do plano de recompra, não haverá alterações na composição do controle acionário ou da estrutura administrativa da companhia.

A Direcional ainda informa que está autorizada a celebração de contratos derivativos referenciados em ações emitidas pela empresa mineira, assim como a venda de papéis para a celebração desses contratos, dentro dos limites legalmente autorizados. O prazo máximo para realização das aquisições é de 18 meses, contados a partir desta quarta-feira (12).

Resultados do segundo trimestre

A Direcional Engenharia também divulgou, nessa segunda (10), seus resultados referentes ao 2º trimestre e ao 1º semestre deste ano. A empresa registrou uma receita líquida de R$ 1,3 bilhão no último trimestre, o que representa um avanço de 20% frente ao mesmo período de 2025. Dessa forma, a construtora somou R$ 2,4 bilhões no primeiro semestre, com uma variação positiva de 25% frente à primeira metade de 2025.

Já as vendas brutas atingiram R$ 2 bilhões entre os meses de abril e junho deste ano, o maior patamar da história da companhia. A geração de caixa foi de R$ 130 milhões no trimestre, sendo que a geração de caixa operacional encerrou o período em R$ 80 milhões. A empresa ainda apresentou lucro líquido de R$ 202 milhões no trimestre e de R$ 415 milhões nos seis primeiros meses de 2026.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) atingiu R$ 311 milhões no trimestre anterior, ficando 27% acima do mesmo período do último exercício.

A margem bruta ajustada da Direcional ficou em 42,8% e o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, sigla em inglês) atualizado foi de 35% no trimestre. O índice de alavancagem (Dívida Líquida sobre patrimônio líquido) recuou seis pontos percentuais (p.p.) no 2º trimestre, chegando a 18%.

Sobre o autor

Leonardo Leão

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Graduado em Jornalismo pela Estácio.

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