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Grupo Setta investe R$ 80 milhões e mira expansão no Nordeste

Para alcançar seus objetivos, holding já investiu mais de R$ 80 milhões em diversas áreas desde 2021
Grupo Setta investe R$ 80 milhões e mira expansão no Nordeste
Para 2026, o objetivo do grupo sediado em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, é manter um crescimento de 20%, com foco em serviços e novos mercados | Foto: Divulgação Grupo Setta

O Grupo Setta, com sede em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, está se preparando para expandir a atuação. A empresa que nasceu, há 29 anos, com foco na eletrificação da agroindústria, avançou para automação e para a digitalização de médias indústrias. Agora, se prepara para expandir para o Nordeste do Brasil e projeta também o mercado externo. Para os avanços, desde 2021, já investiu mais de R$ 80 milhões em tecnologias, otimização fabril, processos e desenvolvimento de novos produtos.

A empresa projeta encerrar 2025 com crescimento próximo a 20% na receita, que deve ficar próxima de R$ 300 milhões. Para 2026, o objetivo é manter um crescimento de 20%, com foco em serviços e novos mercados.

O CEO do Grupo Setta, Vinicius Dias, explica que a empresa nasceu com o objetivo de levar as tecnologias da eletrificação, já utilizadas de forma avançada na mineração e na siderurgia, para as agroindústrias, que há 29 anos estavam iniciando a pujança.

“Ao longo do tempo, até pelo fato de a gente estar isolado no Cerrado e por não termos parceiros locais que nos ajudassem a complementar, a Setta foi se verticalizando. Iniciamos com a fabricação de painéis elétricos, avançamos para a automação e, mais recentemente, para a digitalização. Tudo o que entregamos hoje já existia na mineração, no setor de óleo e gás, mas não se aplicava a médias empresas e à agroindústria, onde atuamos. Então, nós nos transformamos em uma empresa completa, especializada em eletrificação, automação e digitalização, e estamos avançando nos setores de atuação”, conta.

Além de atender a agroindústria, o Grupo Setta passou a atuar na mineração, metalurgia e siderurgia. Territorialmente, a empresa está estudando um avanço para o Nordeste brasileiro, inclusive com a possibilidade de instalações fabris.

“O Nordeste é interessante por ser, hoje, o principal foco brasileiro de energia. A região tem um grande potencial eólico e hidráulico. Apesar de ter problemas na infraestrutura de transmissão, que ainda estão um pouco deficitários, o Estado e as empresas estão investindo muito nisso. Como estão gerando muita energia, toda a parte eletrointensiva tem ido para lá, será construído o data center do TikTok, e há investimentos em hidrogênio verde. Nosso objetivo é ir para a região e aproveitar esse boom”, diz.

Além de aproveitar o mercado promissor do Nordeste brasileiro, o plano do Grupo Setta também é ficar perto de uma zona portuária e dentro de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE). “No Nordeste, estaremos situados em uma área estratégica, favorecendo a exportação para mercados como África, Europa e Estados Unidos”, observa.

Ainda conforme Dias, visando o mercado externo, a empresa realizou um trabalho no Paquistão, automatizando uma planta de recobrimento de ureia, tecnologia inédita no país e fundamental para aumentar a eficiência agrícola. O trabalho foi realizado para a parceira de longa data Sacket e envolveu a adaptação da engenharia para áreas com risco de terremotos.

Para 2026, a previsão é aumentar a operação internacional do Grupo Setta, com oportunidades já mapeadas na Europa (Portugal, Espanha e Itália), nos Estados Unidos e na América Latina (Chile).

“O exercício realizado no Paquistão foi fundamental para que pudéssemos comunicar ao mercado nossa intenção de internacionalização. Temos o objetivo de exportar tanto nossos produtos quanto nossos serviços e estamos nos preparando para esse processo”, afirma Dias.

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