Defesa Civil interdita imóveis e galpões após incêndio na fábrica da Suggar em BH

Vistorias identificaram riscos de colapso de estruturas e queda de materiais; moradores foram retirados preventivamente e realocados pela empresa
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Defesa Civil interdita imóveis e galpões após incêndio na fábrica da Suggar em BH
Reprodução/ Google Maps

Após um incêndio atingir parte da fábrica da Suggar no bairro Pilar, na região Oeste de Belo Horizonte, na última sexta-feira (7), a Defesa Civil de BH informou que realizou vistorias no local e interditou imóveis residenciais e galpões no entorno da unidade industrial.

Em nota, a Suggar Eletrodomésticos declarou que realizou o cadastro das pessoas afetadas e mantém contato direto com os moradores do entorno da unidade para prestar o suporte necessário. “Nos próximos dias, também serão disponibilizados atendimentos médico e psicológico aos moradores que necessitarem desse suporte. A Suggar aguarda a conclusão do trabalho da Defesa Civil para os próximos passos”, informou.

Conforme o órgão municipal, três imóveis residenciais localizados na rua Professor Otílio Macedo, que não foram diretamente atingidos pelo incêndio, foram isolados preventivamente devido ao risco de serem afetados em caso de colapso de estruturas do galpão e de sua cobertura. Os moradores deixaram os imóveis e se abrigaram inicialmente em casas de familiares. Posteriormente, a realocação ficou sob responsabilidade da Suggar.

Na rua Jerônimo Marcucci, outros dois imóveis residenciais foram vistoriados. Em um deles, foi realizado o isolamento preventivo apenas da área externa, em razão do risco de projeção de materiais provenientes da estrutura atingida. No outro, vizinho ao galpão totalmente destruído, o isolamento preventivo ocorreu na área dos fundos, devido ao risco de queda de materiais provenientes da estrutura afetada pelo incêndio. Segundo a Defesa Civil, o morador recebeu orientações e foi formalmente notificado.

Ainda na mesma via, três galpões foram interditados:

  • Galpão de estoque: a estrutura foi totalmente destruída pelo incêndio, e há risco de colapso da cobertura metálica e de desabamento das paredes remanescentes. Por isso, o local foi totalmente isolado.
  • Galpão de produção: foram identificadas condições de insalubridade, além de risco de desabamento parcial da estrutura do telhado e das paredes do mezanino, onde funcionava a sala dos líderes de produção. Foi determinado o isolamento parcial da área.
  • Galpão de produção de linhas injetoras: foram constatados pontos com queda parcial de tijolos cerâmicos e vigotas com ferragens expostas, além de risco de queda da parede que separa os galpões. Foi determinado o isolamento parcial da área.

A Defesa Civil informou ainda que elaborou as respectivas notificações de risco, entregues ao responsável legal pela Suggar, com as medidas preventivas necessárias para garantir a segurança das áreas afetadas.

O Diário do Comércio procurou a Polícia Civil para obter uma atualização sobre o inquérito das causas do incêndio. Em nota, a corporação informou que aguarda a conclusão dos laudos que subsidiarão a investigação.

Incêndio na Suggar

Incêndio de grandes proporções atinge fábrica da Suggar no bairro Pilar, em Belo Horizonte, durante a madrugada, com chamas e fumaça saindo do telhado enquanto bombeiros atuam no combate ao fogo.
Incêndio atingiu parte da fábrica da Suggar, no bairro Pilar, em Belo Horizonte, na madrugada desta sexta-feira (7). | Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros

A planta atingida produz lavadoras semiautomáticas, depuradores de ar, cooktops e fornos elétricos, segundo informou a Suggar, em nota. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo teve início por volta de 0h50 e atingiu parte do depósito de materiais da empresa. O telhado e outras estruturas do prédio foram totalmente destruídos.

Conforme a Suggar, todos os colaboradores que estavam no local no momento do incêndio foram evacuados em segurança, e não houve registro de feridos. A empresa informou que acompanha a situação e presta o suporte necessário no entorno da unidade.

“A Suggar já iniciou o remanejamento de matérias-primas e da produção para suas demais unidades, garantindo a continuidade das operações. A empresa aguarda a conclusão dos trabalhos das autoridades competentes para avaliar a extensão dos danos e, após a liberação da área atingida, a empresa dará início ao plano de retomada gradual das operações na unidade”, informou a companhia, em nota.

Fábrica estava em processo de obtenção do AVCB

Ainda em nota, a Suggar afirmou que a fábrica afetada estava em processo de obtenção do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), cuja tramitação, segundo a empresa, ocorria regularmente. O documento é exigido pelo Corpo de Bombeiros. A companhia também declarou que, conforme a legislação estadual vigente, o processo de obtenção do AVCB não impedia o funcionamento do galpão.

Além disso, a empresa informou que os sistemas de proteção e combate a incêndio instalados na edificação foram submetidos a uma vistoria técnica independente em julho de 2026. Segundo a Suggar, a inspeção, conduzida pela empresa de engenharia responsável pela elaboração do Processo de Segurança Contra Incêndio e Pânico (PSCIP), contemplou os sistemas de hidrantes, detecção e alarme de incêndio e iluminação de emergência.

“Na ocasião, todos os sistemas foram inspecionados, revisados e submetidos a testes operacionais, tendo sido validado seu pleno funcionamento e desempenho compatível com as respectivas finalidades de proteção. A empresa reitera que mantém conduta diligente em relação à segurança de suas instalações e de seus colaboradores, e que colabora integralmente com as autoridades competentes na apuração das causas do sinistro”, afirmou a Suggar.

Sobre o autor

Anderson Rocha

Repórter multimídia do Diário do Comércio desde 2025. Graduado em Jornalismo e pós-graduado em Comunicação Digital pela PUC Minas. Vencedor dos prêmios CNJ, Mercantil, Sebrae, CDL/BH e CBN de Jornalismo.

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