PBH lança edital para Carnaval de 2023 e 2024

Regulamento contempla o evento de 2023 e 2024 e o aporte mínimo aceito é de R$ 13,5 mi
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PBH lança edital para Carnaval de 2023 e 2024
Antes da pandemia, Belo Horizonte virou um dos principais destinos para o Carnaval | Foto: Alexandre Guzanshe/Belotur

Depois de dois anos de pandemia e a necessidade de distanciamento social, o Carnaval 2023 promete. E Belo Horizonte, que, nos últimos anos, havia se formado como um dos principais destinos da festa momesca no Brasil, já deu início aos preparativos da folia do ano que vem.

A prefeitura da capital mineira, por meio da Empresa de Turismo de Belo Horizonte (Belotur), lançou o edital para patrocínio de blocos de rua e confraternizações. O regulamento contempla o Carnaval de 2023 e 2024 e o aporte financeiro mínimo aceito, referente aos dois anos, é de R$ 13,5 milhões. Deste total, R$ 6 milhões estão previstos para o próximo exercício e R$ 7,5 milhões para 2024.

Podem se inscrever pessoas jurídicas de direito público ou privado, de forma direta ou como “agência de captação”. O regulamento completo com as condições de participação pode ser acessado no Portal da Prefeitura de Belo Horizonte.

De acordo com o presidente da Belotur, Gilberto Castro, a publicação do edital de patrocínio visa à retomada da força do Carnaval de Belo Horizonte, após dois anos de hiato, por meio de parcerias junto à iniciativa privada.

“Nosso objetivo é levar a alegria para as ruas, oferecendo aos foliões uma festa cada vez mais acessível e sustentável, com uma infraestrutura de qualidade, proporcionando conforto e segurança, e que estimule a participação de turistas e moradores da cidade”, garante.

Detalhes do edital de patrocínio do Carnaval

Além do valor em espécie, o futuro patrocinador se compromete a entregar uma planilha de itens de estruturas e serviços necessários para a operação do evento. Para arcar com os custos de fornecimento desses itens, poderão ser utilizados mecanismos da Lei de Incentivo à Cultura no âmbito estadual e/ou federal.

O critério de julgamento do edital será o de maior oferta de aporte financeiro em espécie.

A empresa vencedora poderá ativar até oito marcas sob as chancelas de “patrocínio master”, “patrocínio”, “parceria” ou “apoio” à festa da cidade, que já se tornou uma das mais procuradas do País. Essas marcas vão compor as peças gráficas de comunicação e de sinalização do evento.

Além disso, o patrocinador terá direito de realizar até 36 ações de experiência ou de exploração comercial, para ativar sua marca em espaços e equipamentos públicos. Também terá o direito de usar a marca do Carnaval de Belo Horizonte 2023 e 2024 para desenvolvimento de ações de comunicação institucional, criação de produtos, brindes e assessoria de imprensa.

Objetivo da prefeitura é levar a alegria para as ruas, oferecendo aos foliões uma festa cada vez mais acessível e sustentável | Crédito: Samuel Mendes

Investimentos para o Carnaval

Esta é mais uma ação do Executivo municipal em prol da retomada da força do Carnaval da cidade, que em sua última edição, realizada em 2020, pouco antes de a OMS declarar o estado de pandemia, contabilizou 4,45 milhões de foliões circulando pela Capital. Foram mais de 500 atrações na cidade.

A organização espontânea e prioritariamente de rua é um dos principais atrativos do Carnaval belo-horizontino. Além dos famosos blocos de rua, a festa conta ainda com palcos, desfiles das escolas de samba e blocos caricatos, abertura oficial e a eleição da Corte Momesca.

Diante de tamanho potencial, em maio, a Belotour publicou três editais de Estruturação aos Atores do Carnaval de Belo Horizonte. Na época, Castro falou que este seria o primeiro passo para a realização do “maior carnaval da cidade”. Um investimento com recursos próprios de cerca de R$ 3,7 milhões foi anunciado em ações para a reestruturação da cadeia produtiva do evento. Escolas de samba, blocos caricatos e blocos de rua serão contemplados.

Para as escolas de samba está previsto um aporte de R$ 900 mil, que serão divididos entre 12 escolas, ficando com R$ 75 mil cada uma. Para os blocos caricatos, serão R$ 418 mil, divididos entre 11 agremiações. E para os blocos de rua serão R$ 2,38 milhões, a serem divididos por até 170 com endereço na Capital, em três faixas de valores: R$ 7 mil, R$ 14 mil ou R$ 21 mil.

“Esses são recursos para a capacitação da cadeia produtiva. O Carnaval é feito por trabalhadores que estão sem o seu principal evento desde 2021 e esse recurso é importante para que eles se reestruturem e voltem a movimentar a economia da cidade. Já estamos trabalhando para conquistar patrocínio privado para a realização da festa”, disse o presidente da Belotur à época.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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