Startup mineira promove ação para estimular troca de recicláveis por pontos e benefícios no Carnaval
Uma das principais épocas para a economia de Belo Horizonte, o Carnaval é, também, um período de grande produção resíduos. Ciente desse cenário, a startup mineira Estação Circular vai promover ações para estimular o descarte correto no Estado entre os dias 1° e 18 de fevereiro, quando acontece o pré-carnaval e o Carnaval nas cidades mineiras.
A ação ocorre nos seis postos fixos da iniciativa em Minas Gerais e busca captar resíduos gerados tanto em residências quanto em estabelecimentos comerciais e eventos informais associados à festa. Veja abaixo onde estão localizados os pontos fixos:
- Belo Horizonte: Estação Circular Supermercados BH (Avenida Santa Teresinha, 389, bairro Santa Teresinha)
- Betim: Estação Circular Superluna Acamares (Avenida Juiz Marco Túlio Isaac, 50)
- Congonhas: Estação Circular Congonhas (Rua Padre Henrique Silvino, 148)
- Curvelo: Estação Circular Asccare, My Mall – Supermercados BH (Avenida Bias Forte, 1698, Vila de Lourdes)
- Esmeraldas: Estação Circular Ascamare (Supermercados BH, Rua Senador Melo Viana, 261, Centro)
- Sarzedo: (Estação Circular Parque Cachoeira Avenida São Lucas, 642, São Pedro)
Além disso, a startup pode acionar a Estação Circular móvel em pontos estratégicos, mediante parceria com empresas, entidades ou blocos, para facilitar o acesso da população ao descarte correto e reforçar a destinação ambientalmente adequada dos materiais recolhidos.
Aumento da produção de lixo no Carnaval
A iniciativa intensifica as ações em um momento oportuno, uma vez que o aumento do consumo e da circulação de pessoas durante o Carnaval eleva de forma significativa a geração de resíduos em Belo Horizonte e em outras cidades de Minas Gerais. Somente no pré-Carnaval da Capital, em 2025, mais de 230 toneladas de resíduos foram recolhidas pela Prefeitura. Em um único bloco, comandado pelo DJ Alok, o volume chegou a 40 toneladas.
O funcionamento é baseado no princípio da responsabilidade compartilhada, no qual consumidores, comerciantes, catadores e indústrias dividem o compromisso pelo ciclo de vida dos resíduos. Ao entregar materiais recicláveis nas estações, a população acumula pontos, calculados por quilo ou fração, que podem ser trocados por produtos fabricados a partir dos próprios resíduos coletados.
O idealizador da iniciativa, Davi Iankous, afirma que a proposta busca ampliar o engajamento da população no período de maior geração de resíduos. “É uma forma concreta de envolver toda a sociedade na conscientização sobre reciclagem e descarte ambientalmente adequado. Quem faz festas em casa, recebe visitas ou amplia a atividade comercial no Carnaval pode separar o material e dar a ele o destino correto”, diz.
Quatro dos seis postos da Estação Circular são administrados por associações de catadores, responsáveis pela operação, triagem e destinação dos materiais. São aceitos itens como latas, tampas, frascos, potes e galões plásticos, garrafas PET, livros, revistas, cadernos usados e produtos plásticos quebrados, como baldes, cadeiras e bancos.
Segundo Iankous, o modelo é pioneiro no País e utiliza um sistema gamificado para valorizar os resíduos e o trabalho dos catadores. “Cada material tem um valor em pontos. Esses pontos podem ser trocados por produtos reciclados e, em alguns casos, por créditos via Pix. Isso fortalece a cadeia da reciclagem e gera renda”, explica.
Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a Associação de Catadoras e Catadores dos Municípios de Sarzedo e Mário Campos (Acamares) administra duas estações, uma em Sarzedo e outra em Betim. A presidente da entidade, Marli Beraldo, informa que 28 associados atuam diretamente na iniciativa, com impacto direto na renda das famílias envolvidas.
“Vivemos um contexto de emergência climática. Trabalhamos com educação ambiental e conscientização. As pessoas precisam entender que são responsáveis pelo que produzem. A estação cumpre esse papel e ainda complementa a coleta seletiva”, afirma.
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