ValeCard cresce 49% com mudanças no mercado de benefícios corporativos e prevê expansão em 2026
Com sede em Minas Gerais, a empresa de benefícios corporativos ValeCard encerrou 2025 com crescimento de 49% e avanço de 35% no faturamento quando comparado a 2024. Os resultados são parte da estratégia de aproveitar a janela de oportunidade criada por mudanças estruturais na legislação do mercado de benefícios corporativos que ocorreram no ano passado.
Nos últimos anos, o setor foi impactado por mudanças regulatórias que alteraram a dinâmica operacional: revisão das regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), autorização legal para diferenciação de preços conforme o meio de pagamento, imposição de limites às tarifas e ajustes nos modelos e contratos dos arranjos comerciais. Assim, o ambiente ficou mais técnico, regulado e competitivo, com impacto direto nas margens das empresas.
Com isso, a companhia mineira promoveu uma reorganização ampla de gestão, processos e portfólio, com foco em tecnologia e inteligência artificial. “Encerramos 2025 com a convicção de que crescemos do jeito certo. Mais do que números, foi um ano de decisões conscientes, fortalecimento das pessoas e preparo da base para o futuro”, afirma o CEO da ValeCard, Alan Ávila.
É nesse contexto, que, em 2026, a empresa prevê ampliar o time de vendas em cerca de 20%, lançar de três a quatro novos produtos e buscar crescimento próximo de 25%, com foco em grandes contas. “Entramos em 2026 preparados para escalar. Temos uma base mais madura, tecnologia estruturada, pessoas engajadas e um portfólio robusto. O desafio agora é crescer mantendo eficiência e proximidade com o cliente”, pontua Ávila.
Reorganização interna e nova estrutura comercial
Os resultados do ano passado, segundo a empresa, foram impactados diretamente por mudanças, como revisão de fluxos críticos, o fortalecimento de áreas-chave e estabilização da equipe comercial. Conforme o CSO da companhia, Diego Rodrigues, o foco inicial foi estrutural. “2025 foi um ano de arrumar a casa. Antes de acelerar, precisávamos consolidar gestão, processos, pessoas e as equipes estratégicas que sustentam o negócio”.
Dessa forma a empresa integrou mobilidade, benefícios corporativos e adquirência ao portifólio. A reorganização deu origem ao produto Zero Ágio, com rede homologada de postos que garante preço de bomba nos combustíveis, sem acréscimos, e prevê ressarcimento em caso de cobrança indevida.
A diferenciação de preços por meio de pagamento, autorizada por legislação federal, ampliou a liberdade do varejo. Para grandes frotas, porém, o modelo elevou custos operacionais. “O ágio virou uma dor latente nas empresas. Decidimos tratá-lo como uma questão estratégica, protegendo o cliente e devolvendo previsibilidade”, afirma Rodrigues.
Outra iniciativa foi a Mesa de Negociação de Diesel, integrada à gestão de frotas. A solução centraliza negociações e utiliza a escala de consumo para viabilizar preços mais competitivos, em um contexto de volatilidade do combustível.
Tecnologia e inteligência artificial
Em 2025, a empresa investiu mais de R$ 50 milhões em tecnologia, sendo cerca de metade direcionada a projetos de inteligência artificial. Aproximadamente 30% da equipe de tecnologia atua diretamente nessas iniciativas.
A estrutura dedicada de IA desenvolve automações para antecipação de recebíveis, leitura de editais, análises financeiras e de consumo, apoio à prospecção e roteirização. A companhia realizou, no período, sua primeira antecipação de recebíveis executada integralmente por inteligência artificial. “A decisão de criar uma estrutura dedicada de inteligência artificial foi estratégica. Hoje, a IA faz parte do nosso core e será um dos principais vetores de escala da companhia”, afirma Ávila.
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