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Com demanda em alta, Verdemar dobra compra de cafés premiados e antecipa lançamento

Rede de supermercados amplia aquisição de lotes vencedores de concurso estadual de cafés especiais de Minas Gerais devido à crescente procura por qualidade
Com demanda em alta, Verdemar dobra compra de cafés premiados e antecipa lançamento
Entre o governador Romeu Zema e o o sócio-proprietário do Verdemar, Alexandre Poni, o produtor João Pedro Emerick Ramos, do município de Alto Jequitibá | Foto: Diário do Comércio/ Michelle Valverde

O mercado consumidor, cada vez mais exigente, tem impulsionado a demanda por produtos de qualidade. Exemplo disso são os cafés especiais, que, além de agradarem a paladares diferenciados, são importantes para a melhor remuneração dos produtores, que investem cada vez mais em qualidade.

Diante de um mercado aquecido e promissor, por mais um ano, o Supermercado Verdemar lançou edições especiais e limitadas com os grãos vencedores do 22º Concurso Estadual de Qualidade dos Cafés, promovido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG).

A iniciativa tem como objetivo valorizar e ampliar o mercado dos cafés especiais produzidos em Minas Gerais, especialmente aqueles oriundos da agricultura familiar. Este é o 8º ano em que o Verdemar lança a linha “Cafés Campeões”, com os vencedores da competição. Nesta edição, os cafés de 16 produtores que obtiveram as melhores classificações no Concurso Estadual de 2025 estarão disponíveis para o consumidor. Eles se destacaram entre as 1.857 amostras inscritas na competição.

Segundo o sócio-proprietário do Verdemar, Alexandre Poni, a demanda crescente pelos cafés fez com que o lançamento dos lotes especiais fosse antecipado.

“No Verdemar, há quase 22 anos, trabalhamos com café especial, torrado na nossa unidade, e mostramos ao consumidor a diferença. O consumo cresceu e, hoje, os cafés campeões estaduais são um sucesso. Por isso, este ano, além de antecipar o lançamento da edição, comprei o dobro de lotes premiados para durar o ano inteiro e atender esse consumidor exigente, que busca qualidade”, disse.

Ainda segundo Poni, o valor médio pago por saca do café Grande Campeão ficou em torno de R$ 6 mil, agregação de valor que contribuiu para o desenvolvimento do cafeicultor.

“Minas Gerais tem a vocação de um agronegócio forte e de uma qualidade cada vez maior. Os concursos atestam a qualidade do café, e os produtores têm aprimorado o manejo, a colheita e o armazenamento, resultando em melhoria do produto. O que a gente faz aqui é valorizar esse trabalho e o café. É compartilhar com nossos clientes o que são os cafés especiais e estimular esse mercado”, explicou.

Produtores comemoram preços valorizados e investem nas lavouras de café

Nesta edição, o grande campeão estadual de 2025, o agricultor familiar João Pedro Emerick Ramos, do município de Alto Jequitibá, na região das Matas de Minas, fez história ao alcançar 93,2 pontos, a maior nota já registrada no concurso. Ele comercializou o lote com o Verdemar e está investindo em melhorias na propriedade.

“Depois da premiação, muitas coisas mudaram no sítio. Estamos sendo muito visitados, recebendo turistas, e houve aumento da procura pelo café. Vendemos o café por um preço valorizado, o que ajuda a investir na própria lavoura, em mais terreiros suspensos e no aumento da produção. Este ano, a safra está bem complicada. A florada não pegou 100% devido à grande altitude, mas vamos colher um café para tentar ganhar novamente”, explicou Emerick.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), destacou a importância da produção de café no Estado e como a agregação de valor promove o desenvolvimento.

“O concurso da Emater-MG tem sido um grande impulsionador do café especial em Minas, que é o maior produtor do grão no País. Com um café de qualidade, o produtor sai do preço de commodity e passa a ter um preço muito superior. E, atrás de um café bom, vêm mais empregos, mais turismo e mais visibilidade para Minas Gerais”, pontuou.

Cafeicultores já tiveram a vida modificada

O campeão da categoria Café Natural das Matas de Minas, José Alexandre de Abreu Lacerda, do Sítio Forquilha do Rio, em Espera Feliz, explica que toda a safra de café é trabalhada pensando em conquistar posição no concurso da Emater-MG, devido à agregação de valor e à abertura de mercado que a iniciativa promove.

“O concurso mudou a realidade da minha família e da região onde moramos. A parceria com o Verdemar tornou o concurso ainda mais atraente. Temos a certeza de venda e de receber um preço com valor agregado para o nosso café. Além disso, a visibilidade que ganhamos é muito grande, com as fotos estampadas nas embalagens do café. É um marketing muito importante para nós, produtores”, disse.

Para a safra 2026, Lacerda já planeja inscrever cafés de novas cultivares no concurso da Emater-MG: “A expectativa para a safra 2026 é boa. Estamos trabalhando para fazer cafés de qualidade. Foi um ano com chuvas abaixo da média, mas, com tratos culturais, as lavouras estão respondendo e, com certeza, vamos preparar um lote para participar do concurso”.

A produtora Sílvia Nishikawa, da região do Alto Paranaíba e cooperada da Cooperativa Agropecuária do Alto Paranaíba (Coopadap), conquistou o 1º lugar na categoria Natural da região do Cerrado e comercializou o lote vencedor com o Verdemar. Sílvia destacou a importância do café, que, além da econômica, também constrói pontes entre as pessoas e os povos.

“A produção de café especial começou com o programa Certifica Minas, no qual sempre obtínhamos 100% e mais 5% de bônus nas auditorias. A primeira vez que fizemos um microlote, o café foi exportado para o Havaí e para a Coreia do Sul, o que me fez perceber o potencial de produzir café especial”, relatou.

Para ela, a parceria com o Verdemar e a Emater-MG é crucial para agregar valor ao produto e gerar orgulho aos cafeicultores.

“A compra da saca de café pelo Verdemar e a valorização do produtor são muito importantes, pois isso nos traz orgulho e nos permite, realmente, explicar e fazer as pessoas sentirem, por meio das notas sensoriais, que o café é uma experiência sensorial. Sentir aquele amor, aquele carinho na produção do café”, concluiu.

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