A América reage aos desvarios de Trump
“A reputação de nosso país no cenário mundial está sendo arruinada por Trump”. (Atriz Jane Fonda)
Entre eletrizados e comovidos, homens e mulheres de boa vontade em todo o mundo acompanham as manifestações de indignação democrática que explodem nas ruas dos Estados Unidos. Num único dia, simultaneamente, em 3 mil pontos urbanos do país, multidões calculadas em quase dez milhões expressaram um “NÃO” categórico à tresloucada aventura belicista e outros atos de chocante feição autocrática adotados por Donald Trump nesta segunda passagem pela Casa Branca.
Tais manifestações alimentam, nos corações e mentes fervorosos, uma centelha de esperança de que se consiga, num dado momento, conter os impulsos atentatórios à paz e direitos fundamentais nascidos dos surtos desvairados do atual governante americano, em aberta colisão com o sentimento democrático que habita a grande nação do norte.
Tanto quanto a imensa maioria das pessoas amantes da paz espalhadas por todos os rincões de nossa aldeia global, a gente dos Estados Unidos condena o uso irresponsável da força para dirimir questões que afetam a convivência internacional. Com Trump no poder, a superpotência que abriga as correntes mais ativas do pensamento liberal democrático contemporâneo tem surpreendido a comunidade das nações com decisões que se contrapõem aos valores humanísticos que conferem dignidade à vida. Se essa benfazeja reação produzirá ou não resultados práticos, impedindo ocorrências mais gravosas, de consequências imprevisíveis, ninguém sabe com certeza prever, neste preciso momento.
Mas de alguma forma, a sinalização emitida poderá, quem sabe, desencorajar uma que outra ação capaz de tornar ainda pior as situações de desassossego presentemente vivida.
A famosa atriz Jane Fonda sintetizou magistralmente a vontade de seus compatriotas, nesta hora conturbada. Projetou mais longe o brado de inconformismo dos intelectuais, das lideranças, da gente do povo, diante dos indesejáveis conflitos armados, deportações desumanas, atitudes racistas, outros notórios desvarios que enodoam hoje a história, tão rica em tradições, de seu país. Disse: “A reputação de nosso país no cenário mundial está sendo arruinada por Trump”. Cabe ainda ressaltar, um outro episódio que documenta bem o estado de espírito de justo inconformismo hoje reinante em vastas camadas da população norte-americana. O titular do departamento de antiterrorismo dos Estados Unidos, Joseph Kent, até outro dia incondicional seguidor de Trump, renunciou ao cargo por divergir de sua conduta beligerante. Alegou que, em instante algum, o Irã representou ameaça aos EUA.
Os Estados Unidos de Donald Trump não são, positivamente, os Estados Unidos que o mundo tanto louva!
2. Só faltava essa – A Assembleia Geral da ONU aprovou por esmagadora maioria de votos, moção que reconhece a “escravidão como o maior crime de lesa-humanidade”. Apenas 3 países votaram contra. Adivinhe quais são eles? Estados Unidos, Israel e Argentina.
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