Olho mecânico nas eleições

Pesquisas mostram que a definição do 2º turno das eleições presidenciais se dará por uma margem mínima
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Olho mecânico nas eleições
Fotos: Lula (Ricardo Stuckert | Flávio Bolsonaro (Reprodução Senado)

“Esforço evidente de interferir e minar a eleição geral no Brasil.” (Carta de parlamentares do Partido Democrata dos EUA)

  1. Aproximando-se do final, a eleição presidencial promete desfecho acirrado. Este o panorama descortinado pelas pesquisas eleitorais, a cada rodada mais emocionantes. A definição será pelo “olho mecânico”, como se diz no vocabulário turfístico. Os prometidos debates entre os candidatos, deploravelmente ausentes no 1° turno, poderão — como não? — influenciar o eleitorado, a se ter em vista a certeza de que abrem espaço para exposição de ideias e propostas, além de criarem condições para uma visão mais aprofundada do preparo intelectual, psicológico e da experiência técnica e administrativa dos pretendentes ao cargo executivo de maior relevância na República. Tudo isso, somado às movimentações de rua, comícios, manifestações nas redes sociais, entrevistas, apoios comunitários e partidários, projeta a relevância do jogo democrático, no Brasil mais exuberante do que em outros lugares pela impecável organização do processo de votação e invejável celeridade na proclamação dos resultados. Tem-se como certo que os eleitores levarão em conta, nas avaliações pessoais, algumas momentosas questões. A saber: Caso Master, segurança pública, economia e manifestos interesses estrangeiros no pleito. Tais interesses estão bem visibilizados em repulsivos atos de pressão política e econômica, já denunciados pela Abin e pelas bancadas parlamentares democratas no Congresso dos EUA. Resta-nos aguardar que tudo seja conduzido até o final dentro dos padrões de justeza institucional, de maneira a garantir, outra vez mais, uma esplêndida conquista da nação brasileira em seus avanços democráticos e civilizatórios.
  2. Difícil ignorar Donald Trump. Ele não deixa. Sua obsessão por protagonismo permanente acabou por transformá-lo, neste segundo mandato presidencial, numa fonte geradora inesgotável de fatos extravagantes, insólitos, cabulosos, patéticos, surreais. Por incrível que pareça, não se dá por satisfeito com a inigualável notoriedade que lhe é atribuída pela circunstância de ocupar o cargo de maior poder político do mundo. Quer mais, sabe-se lá com quais sorrateiros intuitos. Confunde com seus gestos e falas seus compatriotas, correligionários, adversários e o resto do mundo. Ainda agora, patrocinou outra das suas. Anunciou estrepitosamente um espetáculo público medonho: cena de fuzilamento por motivo de alta traição cometido por oficial militar responsável pela morte de quase duas dezenas de companheiros de farda. Diante da clamorosa reação da opinião pública mundial, recuou, na última hora, da espantosa decisão, equiparável a procedimentos só vistos em países autocráticos mergulhados em interpretações jurídicas de cunho medieval, a exemplo da Coreia do Norte, Arábia Saudita, Irã e China.
Cesar Vanucci
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Cesar Vanucci

Jornalista ([email protected])


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