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A transparência é essencial nos negócios públicos

História do Banco Master brada por transparência
A transparência é essencial nos negócios públicos
Foto: Divulgação Banco Master

“A transparência não é um atributo acessório.” (Ministro Edson Fachin, presidente do STF)

1. Transparência não é mero elemento acessório. Trata-se de item indissociável da boa regência nos negócios públicos. O desassossego e o mal-estar se instalam no espírito popular quando se constata em procedimentos de gestores atos de dissimulação, de blindagens dos fatos com explicações “à moda Cantinflas”, ou seja, papo embaralhado, confundindo interlocutores “mode que” não revelar coisa alguma.

Essa história do Banco Master brada por transparência. Numerosos os pontos obscuros a serem expostos à claridade solar. A impressão é de que está havendo estranha movimentação de bastidores que carece ser devidamente esclarecida. Tudo é preciso ser explicado tim-tim por tim-tim, nos devidos conformes, como se costuma dizer.

Os fraudadores, os possíveis personagens embuçados que teriam concorrido para que houvesse a fraude ou que, hipoteticamente estariam agora se esforçando para que ela não seja desnudada de corpo inteiro precisam ser identificados, doa a quem doer. Disso precisam se compenetrar todos os setores engajados nas apurações das “maracutaias” conduzidas pela competente Polícia Federal, ao que parece ao desagrado de alguns setores políticos.

2. Por falar em transparência, o ilustre presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, andou tornando pública a intenção, sumamente louvável, de estabelecer um “Código de Conduta” para orientar a atuação dos nobres integrantes da respeitável instituição. Pelo que tem sido divulgada, a ideia encontra alguma resistência entre seus pares. A suposta reação é desprovida de bom senso e encarece ser debelada.

A Corte Suprema, que tão bem expressa em seu excelente trabalho de defesa dos postulados democráticos o sentimento cívico da nação, precisa esforçar-se ao máximo para impedir que qualquer ato de seus membros suscite interpretações desconectadas da realidade dos fatos. As atitudes pessoais dos ministros, que estão rodeados da simpatia e apreço dos setores mais lúcidos, justamente comprometidos com os valores democráticos e republicanos, devem se sobrepor ao jogo das conveniências políticas e dos interesses mundanos, até mesmo porque tais conveniências e interesses podem se converter em pendências e litígios a serem analisados judicialmente.

3. O ano findando e tudo continua como sempre nos “frontes” da vida. Na Austrália, a barbárie antissemita ensanguenta as areias da praia, ceifando vidas preciosas. O “cessar-fogo” em Gaza, já com 2 meses de duração, continua rendendo registros estatísticos chocantes, sem que se lobrigue uma fresta para a segunda etapa anunciada do assim chamado “Acordo de Paz”.

Na Ucrânia, a guerra que Trump prometeu acabar “com apenas algumas telefonemas”, prossegue impetuosa e destrutiva. O mesmo Trump cria novo incidente internacional, designando uma espécie de interventor para Groenlândia, provocando irados protestos imediatos da Dinamarca e demais países da comunidade europeia. E assim vai…

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