Os highlights do maior festival de inovação do mundo
Ano passado eu trouxe aqui uma leitura do SXSW 2025, lembra? O SXSW (South by Southwest) é um grande evento global que reúne tecnologia, inovação, música e cinema em Austin e é conhecido por antecipar tendências e conectar empresas, startups e criadores do mundo todo.
Este ano, voltei a olhar para o evento, pesquisando e acompanhando os principais insights do SXSW 2026, e senti que precisava compartilhar isso com vocês. O foco mudou: saímos do “o que a tecnologia pode fazer” para “o que ela está fazendo com a gente” com o trabalho e com as relações dentro das empresas”. Seguem alguns pontos de destaque:
Permacrise e IA
A instabilidade deixou de ser algo pontual e virou cenário permanente. As empresas passam a operar considerando múltiplos cenários ao mesmo tempo, com menos previsibilidade e mais necessidade de adaptação contínua. A inteligência artificial já é realidade integrada, com agentes autônomos executando tarefas e ampliando a produtividade. Mas, junto com a eficiência, surge um efeito colateral: menos interação humana, mais isolamento e aumento de burnout. O desafio não é mais adotar IA, mas evitar que ela enfraqueça a cultura.
Comunicação humanizada
Ambientes excessivamente harmônicos podem indicar falta de transparência. A base de uma comunicação humanizada é a expressão autêntica, com empatia e espaço para conversas difíceis. Sem isso, não há confiança real.
Fim dos cargos
O trabalho passa a ser reorganizado em habilidades e tarefas. Estruturas rígidas perdem espaço para modelos mais fluidos, baseados em competências, com times mais dinâmicos e projetos organizados por entregas. Isso exige profissionais mais versáteis e aprendizagem contínua.
Mattering
Ganha força o conceito de “mattering”, o quanto as pessoas sentem que importam. Isso impacta diretamente o engajamento. Quando esse reconhecimento não existe, surgem desmotivação e desconexão; quando existe, fortalece propósito e performance.
Saúde social
A discussão avança para a qualidade das relações no trabalho. A solidão corporativa passa a ser vista como risco real, exigindo conexões mais humanas e intencionais no dia a dia.
Liderança e RH
A liderança deixa de ser baseada em controle e passa a ser mais humana, focada em cultura e conexão. O RH assume papel estratégico, integrando tecnologia, cultura e experiência. Se 2025 foi sobre adoção de tecnologia, 2026 é sobre as consequências humanas dessa adoção.
No fim, a síntese é clara: o futuro do trabalho não será definido pela tecnologia em si, mas por como escolhemos usá-la sem perder o humano. Percebo cada vez mais que investir em desenvolvimento humano continua sendo o centro desse movimento, especialmente em um contexto de tanta transformação. É isso que sustenta cultura, engajamento e resultados no longo prazo. E reforça uma convicção pessoal: o propósito de despertar CPFs para humanizar CNPJs.
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