Giro pelo mundo

De Santa Mônica, Califórnia, Estados Unidos

Calidez local encontra um charme vibrante, e negócios brasileiros dominam a região
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Um lugar onde, mesmo não tendo sinal de trânsito, os motoristas param só de você colocar o pé na rua com intenção de atravessar. Limpo, na beira do Pacífico, e mesmo nestes dias com temperaturas de 38° graus, em geral com céu azul. Ao lado de Los Angeles, aonde para chegar só tem um voo direto de São Paulo e com preços cada vez mais exorbitantes, Santa Monica é quase um santuário de tranquilidade. Em uma semana não vi um, sequer um policial.

A presença brasileira vai desde Fogo do Chão, com churrasco a 81 dólares, Oakberry e Ubatuba Açaí, Bossa Nova Restaurante, Super mercado Brasil, Café Brasil, Chilli Beans fechou, e mais tantos negócios, inclusive de tecnologia dominados por brasileiros. No final das contas, a California seria, se independente, a sexta economia do mundo. Com um PIB de 4.4 trilhões de dólares, o dobro do Brasil, e crescimento este ano de 3.7 %, enquanto o país vai crescer 2.1 %, é o motor do desenvolvimento dos Estados Unidos, sem falar na sua liderança também, com os portos de Los Angeles e Long Beach e sua produção agrícola. A California é o maior produtor mundial de pistache, além de laranjas e vinhos. Com uma aliança ímpar entre tecnologia, gestão, a maioria dos produtores agrícolas são famílias, e marketing.

Mas, o fato de ser essa potência agricultura, não elimina o Farm market, três vezes por semana, em Santa Monica e outros lugares, a feira onde você compra diretamente do produtor. Aliás, com o brutal aumento do preços dos alimentos nos EUA, em especial da carne, que subiu 9.4 %, e a gasolina, que dobrou de preço, todos estão preocupados. E apesar de que o céu está azul, a política com eleições de meio mandato em novembro está fervendo. Os democratas querem manter o poder na Califórnia e claro que Trump e os republicanos querem tomar esse poder. A campanha está em curso e vai definir o equilíbrio dos poderes da segunda parte do mandato do Trump. Mas, ninguém acredita que as políticas dele vão mudar muito. O que muda, caso os democratas formem a maioria no Senado e Congresso, é que a opinião pública saberá mais o que acontece em Washington e com isso será mais consciente na sua votação para Presidente em 2028.

A California não tem só peso na indústria cinematográfica, tecnologia, IA, agro e mais e mais. Seu sistema educacional, basicamente público, tem base na infância. A criança na segunda série do ensino elementar, com 7 anos, sabe não só fazer muitos cálculo, trabalhar com computador, escrever textos, mas também muito, mas muito da história americana e do papel do governo. A Universidade da Califórnia tem um orçamento anual de 65 bilhões de dólares. E daí sai a tecnologia.

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Sobre o autor

Stefan Salej

Ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), empresário, analista da política internacional e presidente da Slovenian Global Business Network.


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