Exemplo a copiar
Apesar do atraso de 13 anos na entrega das obras, a população da cidade de São Paulo festejou na última terça-feira a inauguração do monotrilho que conecta o Aeroporto de Congonhas à rede do metrô local. O monotrilho foi anunciado em 2010 no rol das obras destinadas a melhorar condições de mobilidade urbana, com foco nos torcedores que acompanhariam a Copa do Mundo de Futebol, com previsão de 18 estações entre Congonhas e o Estádio Morumbis, que acabou não sendo utilizado na Copa, o que explicaria o atraso verificado. Com um custo final de R$ 5,9 bilhões, a etapa agora concluída, com 7 estações, foi orçada inicialmente em R$ 7,1 bilhões a valores corrigidos, ficando a diferença por conta de etapas previstas no projeto original e sobre as quais não existe ainda previsão de retomada.
No entanto, e independentemente das circunstâncias negativas, o trecho entregue e que até meados do ano operará parcialmente, representa alívio relevante para a mobilidade na maior cidade brasileira. Em especial para o acesso ao terminal do Aeroporto de Congonhas, o de maior movimento no país se considerados voos domésticos. Utilizando pneus de borracha e não rodas de aço e trilhos, o sistema, segundo em operação em São Paulo, é elevado e eletrificado.
Poderia ser também o modelo a ser replicado em Minas Gerais, mais especificamente na conexão entre a região central de Belo Horizonte e o Aeroporto de Confins, cujas operações consolidadas e em crescimento tornam mais urgentes melhorias nas condições de acesso. Uma ideia que não é nova, mas que parece esquecida ou abandonada e projeto cujos custos poderiam ser minimizados com aproveitamento do espaço central disponível na Linha Verde. Seria viável também que a conexão com o metrô se desse na região da Pampulha/Mineirão, lembrando que existe previsão de acesso ao estádio pelo menos desde a Copa do Mundo de 2014.
Faria todo sentido botar estes projetos novamente em marcha e, evidentemente, no contexto da retomada das obras de expansão do trem metropolitano para o qual vem sendo prometidos recursos mais fartos. Ou pelo explícito reconhecimento do fato de que Belo Horizonte, no que toca ao transporte de massa, à mobilidade e a intervenções viárias urbanas de maior relevância e resultados está em clara desvantagem na comparação com outras capitais brasileiras.
Trata-se enfim de olhar para frente e assumir com maior disposição, quem sabe para honrar a memória do prefeito, governador e presidente da República Juscelino Kubitschek, o desafio de pensar grande para fazer diferença.
Ouça a rádio de Minas