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Recomeça Minas incentiva a recuperação

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Recomeça Minas incentiva a recuperação
CRÉDITO: CHARLES SILVA DUARTE/ Arquivo DC

O Recomeça Minas, de autoria dos deputados estaduais foi sancionado pelo governador em 22 de maio e promete uma série de ações uma série de ações para a retomada da atividade econômica no Estado.

Originário do Projeto de Lei (PL) 2.442/21, o plano estabelece incentivos fiscais para a regularização de dívidas com o Estado e o direcionamento dos recursos recebidos para a desoneração fiscal dos setores mais impactados pela crise econômica decorrente da pandemia de Covid-19.

Antes de começar a tramitar no Parlamento, no início de fevereiro, os deputados mineiros realizaram 16 encontros com empresários, trabalhadores e lideranças regionais a fim de colher demandas e sugestões de cada região e aprimorar o texto final que seria apreciado no Legislativo. Nesse processo, alguns assuntos foram convergentes e alertaram para pontos prioritários, tais como a tributação, linhas de crédito e gastos com energia e água.

Assim, a proposta final dos parlamentares estabeleceu, além de benefícios tributários e facilitação a crédito para diversos segmentos, o pagamento de um auxílio emergencial no valor de R$ 600, chamado Força Família, para famílias em extrema pobreza.

Os recursos para a execução do programa virão de renegociações de débitos de pessoas físicas e jurídicas com o Estado. Serão concedidos diversos benefícios para quem renegociar e pagar suas dívidas. A estimativa é que R$ 2 bilhões sejam recebidos em recursos com essas renegociações no primeiro ano do Recomeça Minas. Desses, R$ 500 milhões serão encaminhados ao pagamento do benefício às famílias carentes.

Recomeça Minas prevê diferentes medidas

Entre os benefícios, destaca-se a redução de 90% de juros e multas para pagamento à vista de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devido, além de reduções escalonadas para pagamento parcelado. O imposto vencido até 31/12/20, por exemplo, poderá ser parcelado em 180 meses.

Em relação ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), no caso do pagamento à vista das dívidas, foi retirada a incidência das multas e juros. Se o contribuinte optar pelo parcelamento, é possível pagar em até seis parcelas iguais e sucessivas, com a redução de 50% das multas e dos juros.

Além disso, o plano prevê a redução de 50% da carga tributária relativa ao ICMS incidente no fornecimento de energia elétrica aos setores mais atingidos pela pandemia, até 90 dias após o término de vigência do estado de calamidade pública em Minas Gerais.

Entre os estabelecimentos contemplados estão: de educação e ensino; gráficos; de diversões, lazer, cultura e entretenimento; de hospedagem, turismo e viagens; de planejamento e execução de eventos; de cuidados pessoais, estética e atividades físicas; de hemodiálise; hospitais públicos ou filantrópicos; de produção de oxigênio hospitalar; associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis; indústrias e empresas situadas na área do Projeto Jaíba (Norte de Minas), entre outros.

Também serão contemplados com benefícios e/ou reduções de carga tributária os bares e restaurantes, empresas de call center, entidades filantrópicas e templos, empresa nacional da indústria aeroespacial e seus fornecedores nacionais, operações com máquinas, equipamentos e aparelhos industriais especificados em regulamento, entre outros.

Da mesma forma, estão previstos benefícios relativos ao ICMS para micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional e para aquelas que recolhem o imposto por meio de substituição tributária. E a população em geral também terá benefícios fiscais, como a tarifa zero de ICMS sobre produtos da cesta básica até 90 dias após o término do estado de calamidade.

Plano apoia condições especiais de crédito

Outra demanda atendida no projeto refere-se à concessão de linhas de crédito em condições especiais pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) para pessoas físicas e jurídicas. As operações de crédito devem priorizar as micro e pequenas empresas mineiras e a agricultura familiar e suas cooperativas.

Essa foi uma reivindicação comum aos 16 encontros regionais sobre o Recomeça Minas, quando empreendedores relataram a dificuldade de ofereceram garantias normalmente exigidas para o crédito, depois de mais de um ano com as atividades interrompidas ou prejudicadas pela pandemia.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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