Minas Gerais, Goiás e DF terão R$ 17 milhões para recuperar áreas degradadas

Iniciativas contempladas pelo edital Águas do Paranaíba vão recuperar 500 hectares e proteger áreas estratégicas para a geração de energia e a segurança hídrica
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Minas Gerais, Goiás e DF terão R$ 17 milhões para recuperar áreas degradadas
Foto: Divulgação/ Axia Energia

Cinco projetos de Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal foram selecionados para receber R$ 17,18 milhões destinados a ações de restauração ecológica, revitalização dos recursos hídricos e fortalecimento da cadeia produtiva nas localidades. O recurso, obtido por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Comitê Gestor da Conta do Programa de Revitalização na área de Furnas (CPR Furnas), faz parte do edital Águas do Paranaíba e integra a iniciativa Floresta Viva.

Segundo o BNDES, os cinco projetos terão prazo de execução de até 48 meses. O Consórcio Cerrado das Águas (CCA), em Patrocínio, no Alto Paranaíba, vai receber R$ 2,87 milhões. Já em Brasília e Goiás, a Associação Aliança Tropical de Pesquisa da Água (TWRA), a Fundação Pro Natureza (Funatura), o Instituto Cerrado e Sociedade (ICS) e a Rede Sementes do Cerrado (RSC), receberão R$ 3,22 milhões, R$ 3 milhões, R$ 2,88 milhões e R$ 5,21 milhões, respectivamente. Cada projeto contemplado vai restaurar 100 hectares.

Segundo a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, por meio do Floresta Viva é possível unir recursos públicos e privados para recuperar áreas degradadas, proteger recursos hídricos e fortalecer a cadeia produtiva da restauração. “São investimentos que ajudam a conservar o meio ambiente e, ao mesmo tempo, geram trabalho, renda e novas oportunidades nos territórios”, afirma.

As iniciativas serão desenvolvidas nas áreas de influência dos reservatórios das usinas hidrelétricas de Corumbá e Itumbiara, ambas em Goiás; e Batalha e Serra do Facão (as duas na divisa de Minas Gerais com Goiás). O objetivo, conforme a instituição financeira, é recuperar áreas estratégicas para a segurança hídrica e energética, com foco na recarga das vazões afluentes e na conservação dos ecossistemas.

Restauração de áreas protege reservatórios de hidrelétricas

Ainda de acordo com o BNDES, a recuperação das áreas de influência dos reservatórios das usinas hidrelétricas contribui para a segurança energética do País ao proteger uma região estratégica para a geração hidrelétrica e para o armazenamento de água do Sistema Interligado Nacional (SIN). “Os reservatórios estão em uma região de grande relevância para a geração de energia e para a gestão dos recursos hídricos, reforçando a importância de ações voltadas à conservação e recuperação das bacias hidrográficas”, destaca a instituição governamental em comunicado.

Criado pelo BNDES, o Floresta Viva combina recursos não reembolsáveis do banco com aportes de instituições públicas e privadas para apoiar projetos de restauração ecológica com espécies nativas e sistemas agroflorestais nos biomas brasileiros. Os projetos são selecionados por chamadas públicas e executados por organizações com atuação nos territórios. A iniciativa opera no modelo de matchfunding, em que os recursos do Fundo Socioambiental do BNDES são combinados com aportes de parceiros, ampliando a escala dos investimentos.

Segundo o banco, mais de 80 projetos, com potencial para restaurar 11.26 mil hectares em praticamente todos os biomas brasileiros, além de manguezais e restingas, já foram beneficiados pela iniciativa. Os contratos celebrados somam mais de R$ 223 milhões em doações de parceiros, totalizando R$ 446 milhões em aportes para restauração.

Sobre o autor

Daniel de Andrade

Repórter do Diário do Comércio. Graduado em Jornalismo pela PUC Minas, com experiência em comunicação corporativa. 2º lugar no prêmio Adep-MG de jornalismo 2026


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