Trabalhador informal que já pagou quatro parcelas pode renegociar dívida de até R$ 15 mil com juros menores; prazo termina em 26 de outubro
Quem trabalha na informalidade e já pagou ao menos quatro prestações de um empréstimo pessoal ainda pode buscar condições melhores para quitar débitos de até R$ 15 mil, com prazo até 26 de outubro. Essa possibilidade está prevista no Desenrola Adimplentes, cujo período de adesão ganhou mais um mês com a edição da medida provisória que deu origem ao Desenrola 3.0.
A iniciativa busca alcançar quem não tem carteira assinada e, por isso, esbarra em obstáculos para conseguir linhas de crédito com custo menor. Com a renegociação, a taxa cobrada pode sair de uma média mensal de 7% para um teto de 1,99% ao mês.
Quem pode aproveitar e quais são as condições
Para participar do programa, é preciso ter quitado no mínimo quatro prestações do financiamento pessoal contratado sem garantia. Se houver atraso, ele não pode ultrapassar 90 dias, e essa exigência impede que o devedor entre na categoria de inadimplente de risco para as instituições. O valor em dívida pode chegar a R$ 15 mil.
Por que o prazo foi estendido
Atrasos operacionais empurraram o início das renegociações do final de junho para 10 de agosto, o que motivou a prorrogação. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o programa foi pensado para quem atua na informalidade e tem dificuldade de comprovar renda, público que acaba recorrendo mais a linhas de crédito com juros altos.
O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, que atuam como operadores, precisaram ajustar as regras de participação antes de receber os pedidos. O governo também incluiu a portabilidade de crédito para ampliar o interesse dos bancos públicos e permitir que oferecessem aos clientes condições de repactuação consideradas adequadas.
Ouça a rádio de Minas