Poços de Caldas tem conjunto hidrotermal e hoteleiro reconhecido como patrimônio
O Conjunto Urbano Hidrotermal e Hoteleiro de Poços de Caldas, no Sul de Minas, foi declarado patrimônio cultural material do Estado nesta sexta-feira (10), durante reunião do Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep).
A decisão foi tomada com base em um dossiê técnico elaborado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), que destaca a relevância histórica das águas termais para a formação e o desenvolvimento urbano do município. A origem da cidade, inclusive, está diretamente ligada ao termalismo desde o século XVIII. A partir da abertura dos primeiros poços, em 1826, ela se consolidou como estância de saúde, lazer e turismo.
O conjunto tombado reúne bens de diferentes períodos históricos, com destaque para a fase de maior expansão urbana entre as décadas de 1930 e 1940, como o Palace Hotel, o Palace Cassino, as Thermas Antônio Carlos, o Parque José Affonso Junqueira e a Praça Pedro Sanches. A proteção também abrange praças, parques, monumentos, fontes, coretos, elementos artísticos integrados, trechos de ribeirões urbanos e áreas de entorno, com diretrizes voltadas à preservação da ambiência urbana e da paisagem cultural.
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Segundo o presidente do Iepha-MG, Paulo Roberto do Nascimento Meireles, a medida fortalece o patrimônio como vetor de desenvolvimento sustentável. “Mais do que um instrumento legal, o tombamento consolida a importância do patrimônio como base para o desenvolvimento sustentável, garantindo que a cultura, a memória e a vocação terapêutica da cidade permaneçam vivas e acessíveis para as futuras gerações de Minas Gerais”, diz.
Turismo pujante
Segundo os últimos números da prefeitura de Poços de Caldas, somente em 2024, o turismo movimentou mais de R$ 1 bilhão na economia da cidade, o que fez do destino – conhecido nacionalmente por suas águas termais com propriedades terapêuticas – o terceiro mais procurado de Minas Gerais, atrás somente de Belo Horizonte e Monte Verde, no Sul de Minas. Só com a arrecadação do Imposto Sobre Serviço (ISS) da rede hoteleira, foram captados R$ 10 milhões.
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