Turistas gastaram em média R$ 1,9 mil no Carnaval de BH 2026, aponta pesquisa
O gasto médio total dos turistas com a viagem para aproveitar os blocos de rua no Carnaval de Belo Horizonte 2026 foi de R$ 1.943,05. O levantamento realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por meio do Observatório do Turismo, mostra que a maioria (93%) dos visitantes teve a folia como principal motivo da viagem para a capital mineira.
O ônibus rodoviário aparece como o principal meio de transporte para chegar à cidade, com 37,1% dos entrevistados, seguido por carro ou moto (29,8%) e pelo avião (23,3%).
Entre os diferentes meios de hospedagem, 46,7% optaram por ficar na casa de amigos ou parentes, 28,3% em hotéis e pousadas e outros 16,4% utilizaram o Airbnb. A média de pernoites durante o evento foi de 5,28, com 25,6% ficando quatro noites, 24,7% cinco noites e 19,3% optando por três noites.
Já o gasto médio individual diário dos foliões foi de R$ 254,44, podendo chegar a R$ 575,38 ao considerar apenas o grupo dos turistas. Ao todo, foram gastos, em média, R$ 1.318,49 ao longo do evento. O Carnaval de 2026 apresentou alto índice de engajamento do público, com cada folião participando, em média, de 3,56 dias de festa.
Ao longo das festividades, os participantes também movimentaram a economia com outros gastos, como R$ 452,71 com alimentação, R$ 181,88 com transporte interno e R$ 175,82 na aquisição de fantasias e adereços. No total, eles gastaram, em média, R$ 336,90 em compras.
A maioria (83,3%) dos entrevistados relatou já ter participado de edições anteriores da folia na Capital.
Entre eles, 59,2% avaliam que o Carnaval deste ano está melhor, outros 25,2% não notaram muitas diferenças e 10,6% dos respondentes acreditam que piorou em relação aos anos anteriores.
Considerando apenas aqueles com avaliação positiva, a organização desta edição foi apontada por 41,4% como o principal motivo para a melhora das festividades, seguida pela segurança (29,5%) e pela infraestrutura geral do evento (15,7%). Por outro lado, a infraestrutura também figura como o fator mais citado por aqueles com avaliação negativa, com 26,3% do público; a desorganização (19,5%) e o excesso de público (18%) aparecem entre os outros destaques.
Meio de transporte e avaliação dos foliões

Os aplicativos foram os meios de transporte mais utilizados para chegar ao evento, mencionados por 42,8% dos foliões. O ônibus coletivo e a opção a pé aparecem em seguida, usados por 19,5% e 14,7%, respectivamente. Outras formas utilizadas foram o veículo próprio (9,7%), o metrô (9,1%) e o carro de um amigo ou parente (3,2%).
Quanto às fontes de informação sobre o Carnaval, o Instagram foi o mais utilizado, com 60,1% dos participantes. As recomendações de amigos e familiares foram mencionadas por 13,5% dos entrevistados, seguidas pelo Portal Belo Horizonte, citado por 7,2% do público.
Sobre as expectativas para esta edição, 43,8% afirmam que a folia atendeu plenamente ao que era esperado, 31,1% avaliam que ela superou as expectativas e 16,8% disseram que atendeu em parte às expectativas iniciais. A nota média de recomendação dos blocos de rua de Belo Horizonte a um amigo ou familiar foi de 9,33, em uma escala de um a dez.
A organização e a infraestrutura ficaram com nota 8,36, a segurança do evento recebeu nota 8,06 e os banheiros receberam nota 6,69. A avaliação geral do Carnaval fechou com nota média de 8,6.
Escolas de samba e grupos caricatos
A pesquisa do Observatório do Turismo de Belo Horizonte também avaliou o perfil dos foliões que optaram pelos desfiles de passarela do Carnaval deste ano. Nesse caso, o gasto médio total da viagem dos turistas foi de R$ 1.388,87. Já o gasto individual diário dos foliões foi de R$ 163,54. Ao todo, esse grupo gastou cerca de R$ 747 durante a folia.
Um dado relevante é que 74,6% dos entrevistados não participaram de outras edições do Carnaval de Passarela da capital mineira. Entre aqueles que já foram em outros anos, 72,4% avaliam que o evento melhorou, outros 13,4% não notaram mudanças e 11,8% disseram que piorou.
Para aqueles que perceberam melhora, o principal motivo foi a organização, apontada por 41,3% dos respondentes, seguida pela segurança (26,1%) e pela infraestrutura (22,8%). Já a desorganização e a infraestrutura geral do evento figuram entre os fatores mais citados por aqueles que perceberam sinais de piora, com 26,7% e 20%, respectivamente.
A avaliação geral do desfile recebeu nota 8,86, enquanto o Carnaval ficou com nota 8,89 entre os entrevistados. A qualidade dos desfiles das escolas de samba de Belo Horizonte obteve nota 9,16 e a dos blocos caricatos foi de 9,03. A segurança, nesse caso, recebeu nota 8,81, e a nota média de recomendação foi de 9,05 em uma escala de um a dez.
(Com informações da PBH)
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