Carnaval de BH tem alta de 16% na movimentação financeira e bate recorde de público
A movimentação financeira durante o Carnaval de Belo Horizonte registrou crescimento de 16,67%, passando de R$ 1,2 bilhão no ano passado para R$ 1,4 bilhão na edição de 2026. Além disso, de acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), esta edição da folia registrou recorde de público, com 6,6 milhões de foliões, dos quais 349 mil eram turistas, ao longo dos 23 dias de programação oficial.
Os dados foram apresentados pela Prefeitura nesta quarta-feira (25). O evento contou com a participação do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), do presidente da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur), Eduardo Cruvinel, além de representantes do governo estadual e patrocinadores.

O evento também contribuiu para a geração de emprego e renda na capital mineira, com aproximadamente 25 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Destacam-se os 11.528 ambulantes cadastrados para atuar na venda de bebidas e adereços durante o período. A categoria relatou lucro médio diário de R$ 3 mil por ambulante, totalizando R$ 34,58 milhões por dia.
Damião destacou a evolução do Carnaval ao longo dos últimos anos até chegar ao patamar atual. “Antes, nós lutávamos para ter Carnaval. Depois, para ser o melhor de Minas. Agora, nós temos o melhor e mais democrático do Brasil”, declarou.
A Prefeitura destinou R$ 3,77 milhões para os blocos caricatos e escolas de samba, um aumento de 32% na comparação com o registrado na edição de 2025. Já os recursos para os blocos de rua atingiram R$ 3,21 milhões, o que representa um avanço de 16% frente ao ano anterior.
“Nós aumentamos os investimentos mesmo sem o apoio de um grande patrocinador”, ressaltou Damião.
Benefícios para a população e setores econômicos
O prefeito ainda esclareceu que o montante movimentado durante a folia não representa apenas maior arrecadação para o poder público municipal, mas também ganhos para a população em geral. Ele pontuou que grande parte do valor arrecadado por aqueles que trabalharam no período será gasto na própria cidade.
Entre os setores mais beneficiados pelo evento estão hotelaria, bares e restaurantes. No caso do setor hoteleiro, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Minas Gerais (ABIH-MG) informou que a taxa de ocupação na capital atingiu 83,5% durante os festejos de 2026. Na região Centro-Sul, a taxa chegou perto de 100% de ocupação.
O presidente da Belotur destacou a relevância desse desempenho no setor. “Isso é um marco histórico para a cidade de Belo Horizonte. Em nenhum outro momento nós conseguimos atingir esses números”, afirmou.
Já a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-MG) destaca que a avaliação dos empreendimentos localizados nas regiões que receberam blocos de rua foi positiva. A entidade ressalta que os empresários estão compreendendo a dinâmica do Carnaval e têm ajustado suas estratégias para aproveitar as oportunidades geradas pelo aumento do fluxo de pessoas.
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