Banda Mole adota compensação de carbono e desfila com selo ambiental no Carnaval de BH
A Banda Mole desfila neste sábado (7), no Carnaval de Belo Horizonte, com neutralização das emissões de carbono geradas pelo cortejo. A iniciativa marca a primeira vez, em 51 anos de história, que o bloco adota um modelo formal de compensação ambiental, com certificação internacional, ao aderir ao Programa O’green de Descarbonização.
Para isso, o bloco vai realizar a mensuração das emissões de gases de efeito estufa associadas à realização do desfile, incluindo consumo de energia, operação de trios elétricos e logística de equipamentos. A metodologia segue critérios técnicos reconhecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e prevê, após a etapa de medição, a implementação de ações de redução e a compensação das emissões remanescentes por meio da aquisição de créditos de carbono validados pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Neutralização de emissões
A certificação é conduzida pela Econom Soluções, responsável pela aplicação do Programa O’green. Ao fim do processo, o bloco receberá o selo de Evento Carbono Neutro, acompanhado de relatório técnico com o detalhamento das emissões contabilizadas e das medidas adotadas para a neutralização.
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Para o organizador da Banda Mole, Totove Ladeira, a decisão está associada à responsabilidade do bloco com a cidade e com o futuro do Carnaval de rua. “O desfile carbono neutro é uma forma de garantir que a festa continue existindo sem ampliar impactos ambientais. Assumir essa responsabilidade faz parte do papel de um bloco que atravessa gerações”, comenta.
Preocupação ambiental
Embora a certificação seja uma novidade em 2026, a Banda Mole já vinha incorporando a pauta ambiental em edições anteriores. Em 2024, o desfile levou para a avenida o tema da preservação ambiental, com referências a nomes ligados ao debate ecológico, como o jornalista André Trigueiro e o ambientalista Fernando Gabeira.
A produtora da Banda Mole e presidente da Liga Belorizontina dos Blocos de Rua, Polly Paixão, avalia que a iniciativa reflete a profissionalização do Carnaval da Capital e a necessidade de incorporação de práticas ambientais na gestão de grandes eventos. “A sustentabilidade deixa de ser discurso e passa a integrar a operação do Carnaval. Eventos desse porte precisam assumir responsabilidades compatíveis com o impacto que geram”, afirma.
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