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Comida di Buteco vira patrimônio imaterial de Belo Horizonte com sanção de nova lei

Concurso Comida di Buteco, com 25 anos de existência, recebeu o reconhecimento como evento de relevante interesse cultural, social e econômico para a capital
Comida di Buteco vira patrimônio imaterial de Belo Horizonte com sanção de nova lei
Créditos: Reprodução site Belo Horizonte MG

Querido pelo povo de Belo Horizonte, o concurso Comida di Buteco, que se transformou em uma tradição da cidade, agora faz parte não só do imaginário coletivo de BH, mas também como um patrimônio imaterial. A lei municipal 11.961/2026 determina o concurso como evento “de relevante interesse cultural, social e econômico para a capital”. O texto, do vereador Sargento Jalysson (PL), foi sancionado pelo prefeito em exercício, Juliano Lopes (Podemos) e publicado no Diário Oficial do Município (DOM) nessa quarta-feira (14).

O concurso, que completou 25 anos em 2025, entra na 26ª edição consolidado na cidade e recebendo reconhecimento social e do poder público. A co-fundadora e diretora Institucional do concurso, Maria Eulália Araújo, destaca que a lei reconhece o Comida como parte do ecossistema econômico da cidade.

“Uma distinção dessa faz uma diferença grande do ponto de vista conceitual e, sobretudo, do reconhecimento do concurso como uma plataforma de desenvolvimento socioeconômico do setor através do boteco de dono. Esse comércio, que tem, via de regra, a presença do dono, muitas vezes de outras pessoas da família também, então é um reconhecimento importante e valida a relevância que ele tem para a economia da cidade”, ressalta Maria Eulália.

Comida di Buteco
Crédito: Reprodução Facebook Oficial Comida di Buteco

Importância conquistada ao longo dos anos

O Comida di Buteco começou com 10 participantes no ano 2000, chegou a ser citado no New York Times como referência de boa gastronomia em 2007 e já se incorporou ao calendário de grandes eventos de Belo Horizonte e de outras cidades do País. A lei que coloca o concurso como algo de grande relevância para o município só foi o caminho natural da trajetória do evento.

“Todo o tipo de reconhecimento do poder público dá uma legitimada ainda mais importante em qualquer produto e projeto cultural. E não seria diferente com o Comida di Buteco. Então, receber esse tipo de honraria é, sem dúvida, um ponto de referência que faz com que as pessoas, não só da cidade, mas também turistas, tenham um olhar diferenciado para o projeto. Para nós é muito importante, sim” comenta Maria Eulália.

Benefícios para os bares da lei

Com a promulgação da lei que reconhece o Comida di Buteco como um patrimônio imaterial de Belo Horizonte, pressupõe-se que todo o entorno do concurso possa ser beneficiado. Quem participa, participou ou participará do evento, certamente ostentará que faz parte da cultura da Capital dos Bares, que atrai milhares de pessoas todos os anos.

Maria Eulália reforça que o concurso só existe por causa dos bares, que compartilham com o evento a honraria do reconhecimento.

“Para os bares eu acho que o benefício da lei é mais direto. Eles também fazem parte dessa legitimação. São parte de um projeto relevante para a cidade. Relevância endossada pelo poder público. Isso efetivamente traz a eles outro nível de visibilidade e um selo de qualidade também. Porque se a gente está recebendo uma honraria dessa por parte do poder público, na realidade a gente compartilha com os bares e eles com a gente o resultado do trabalho, o Comida di buteco não existe sem o boteco”, relata a co-fundadora do evento.

Impacto para a próxima edição

O próximo Comida di Buteco está previsto para começar entre os meses de abril e maio. A edição deste ano já terá o concurso reconhecido como patrimônio imaterial da cidade. Maria Eulália explica que ainda não dá para mensurar o impacto da nova lei para o evento. Todavia, já existe um resultado positivo, segundo ela, pelo aumento do interesse das pessoas e outros segmentos sociais no concurso.

“Muitas vezes o impacto de uma lei como essa é mais subjetivo. Assim, é um pouco difícil de mensurar numa próxima edição qual o impacto. Mas, por exemplo, o fato de haver mais procura por parte da imprensa, isso já é sem sombra de dúvidas um resultado positivo”, conclui.

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