Basalt Dark Edition é uma das novidades na reestilizada linha 2026 da Citroën
Derivados da plataforma CMP, os três carros compactos da Citroën fazem parte do projeto C-Cubed.
Desenvolvidos para serem baratos e competitivos na Ásia e na América do Sul, o C3 chegou simplificado, o Aircross veio mais bem equipado e o Basalt foi finalizado como um modelo quase completo.
Último a chegar, o Basalt estreou o ar-condicionado digital e a chave tipo canivete. Agora, em 2026, a linha Citroën ganhou novas versões, equipamentos e acabamento interno aprimorado.
Veículos recebeu o Basalt Dark Edition para avaliação. Seu preço é de R$ 128,89 mil, mas ele está em oferta por R$ 118,69 mil. A cor cinza da unidade avaliada, com o teto em preto, custa R$ 3,9 mil.

Sem opcionais, os principais equipamentos desta versão são: multimídia de 10 polegadas com espelhamento sem cabo; painel digital de 7 polegadas; ar-condicionado digital; todos os vidros elétricos com sistema one touch e rodas em liga leve de 16 polegadas na cor preta, calçadas com pneus 205/60 R16.
Em termos de segurança, não são muitos os equipamentos, com destaque para: ABS; quatro airbags; controles de estabilidade e tração; assistente de partida em rampas; DRL em LED; farol de neblina; sensor de pressão dos pneus e indicadores de direção nos retrovisores.
Motor e câmbio
O motor é o GSE Turbo 200 da Fiat. Seu bloco de três cilindros tem 999 cm³, comando por corrente e abertura variável das válvulas de admissão por sistema eletro-hidráulico.
Ele rende 130/125 cv a 5.750 rpm, com etanol e gasolina, respectivamente. Seu torque máximo atinge 200 Nm, ou 20,4 kgmf, sempre a 1.750 rpm, com ambos os combustíveis.
O câmbio é automático do tipo CVT, com sete marchas programadas. Elas podem ser comutadas na alavanca ou passam automaticamente em acelerações mais vigorosas.
Pesando 1.191 kg, o Basalt Dark Edition tem relações de 9,16 kg/cv e 58,38 kg/kgmf. Ele acelera de 0 a 100 km/h em 9,6 segundos e atinge a velocidade máxima de 199 km/h, de acordo com a Citroën.
Melhoramentos
Na sequência dos lançamentos, a linha Citroën foi melhorando. No C3, o painel digital era mínimo, o ar-condicionado era analógico, a chave era fixa, nem era do tipo canivete, e os comandos dos vidros traseiros ficavam posicionados na parte de trás do console central.
O Aircross trouxe um painel digital maior, colorido e com diversas páginas. O Basalt estreou o ar-condicionado automático e digital, além da chave do tipo canivete.
Mas o comando dos vidros traseiros continuava no console central, e o plástico rígido imperava por toda a cabine.
Na linha 2026, os três modelos receberam comandos dos vidros traseiros na porta do motorista.
No Aircross e no Basalt, os comandos desses vidros para os passageiros traseiros saíram do console central e foram para as portas traseiras. No C3, continuaram no console.
Revestimento
Todo o painel frontal recebeu revestimento macio ao toque. Já os apoios de braços nas portas dianteiras receberam material sintético que imita o couro ou tecido mais simples, conforme a versão.
Além do Basalt Dark Edition, C3 e Aircross receberam a versão XTR. Aparentemente, essas novidades vieram para destacar a melhoria qualitativa em toda a linha 2026 da Citroën.
Externamente, o Basalt Dark Edition traz aerofólio na cor preta brilhante, com a borda em um vermelho forte, quase alaranjado.
Nessa mesma cor, há detalhes nos para-choques dianteiros e nas colunas “C”. As rodas pretas e os emblemas escurecidos finalizam o exterior.
Interior
Internamente, os detalhes no encosto dos bancos dianteiros e todas as costuras dos revestimentos têm essa mesma cor vermelha.
Soleira temática e pedais em alumínio complementam as diferenças da Dark Edition em relação à Shine, antiga versão de topo de gama do modelo.
Os três modelos são muito espaçosos. O Basalt tem um dos maiores entre-eixos do mercado, 2,65 metros.
São apenas 30 mm a menos que o do Aircross, mas 105 mm a mais do que o C3. Se, nos bancos dianteiros, o espaço é amplo, no banco traseiro ele impressiona.
Os bancos dianteiros são altos, e as pessoas ficam assentadas mais eretas, aproveitando toda a área disponível à frente.

Por ser um compacto, os equipamentos estão ao alcance das mãos. Volante, painel e pedais estão alinhados a contento para um modelo de baixo custo.
Espaço
Assentado atrás de um motorista com 1,70 metro de altura, um passageiro com essa mesma estatura fica com folga de 30 cm entre os joelhos e o encosto do banco dianteiro. Com esse banco todo para trás, ainda sobram quase 20 cm nessa mesma comparação.
Por ter assento quase plano, o banco traseiro acomoda três adultos. Porém, na parte central, com conforto, apenas uma criança. O túnel central é alto e obriga o terceiro adulto a ficar com as pernas abertas.
Os três Citroën são elevados em relação ao solo, e os bancos são altos, característica que torna muito fácil entrar e sair das cabines, tanto na frente quanto atrás.
O design coupé do Basalt possibilitou um porta-malas com 490 litros. São 175 litros a mais do que no C3 e apenas 3 litros a menos do que no Aircross. No tanque de combustível dos três modelos cabem 47 litros.
Modelo mostra desempenho convincente, consumo razoável e elevado conforto de marcha
Com 4,34 metros de comprimento, 1,74 metro de largura e 1,58 metro de altura, o Basalt está entre os maiores modelos compactos do mercado e suporta uma carga útil máxima de 400 kg.
Ele tem 208 mm de vão livre, 20,5° de ângulo de entrada e 28° de ângulo de saída. Dessa forma, passa por lombadas e entra em garagens sem raspar o fundo ou os para-choques.
Na terra, as transições também são eficientes, e a tração é a esperada para um modelo 4×2 com pneus para o asfalto.
Porém, essa carroceria tem enormes pontos cegos nas colunas “C”, dificultando manobras de estacionamento. A câmera traseira e os sensores de aproximação amenizam essa limitação.
O multimídia tem páginas coloridas e ícones grandes, algo que facilita sua operação. Destacado sobre o painel, ele ganhou moldura mais estreita na linha 2026.

Estável no espelhamento, seu desempenho e funções estão na média do mercado, sem destaques.
O sistema de áudio conta com quatro alto-falantes e dois tweeters, que garantem uma boa distribuição espacial. A potência é elevada, mas causa distorções nos volumes mais altos.
Digital
O quadro de instrumentos digital tem ótimo aproveitamento da tela. Ele tem números e letras visíveis, hierarquia correta dos dados e cinco páginas diferentes, algumas com informações múltiplas.
O sistema de refrigeração tem teclas físicas para todas as funções e deixa a cabine mais sofisticada. É eficiente no tempo de resfriamento, na manutenção da temperatura e na ventilação.
A direção elétrica é muito leve, favorece manobras de estacionamento e a circulação entre os outros carros no trânsito. Em estradas, ela poderia perder a assistência de forma mais progressiva.
O Basalt tem balanço traseiro relativamente grande e calibragem das suspensões menos rígida.
Sua carroceria trabalha na vertical, em frequência mais baixa, e esse conjunto isola bem as imperfeições do piso, conferindo elevado conforto de marcha para um modelo compacto.
Mesmo assim, esse acerto é suficiente para manter a estabilidade e o controle direcional do SUV coupé, em um uso responsável e condizente com o perfil familiar do modelo.
O conforto acústico não é tão elevado quanto o de marcha, mas os ruídos audíveis na cabine são contidos, mais baixos do que o esperado para um SUV de entrada, e não cansam em viagens.
Desempenho
Se o Basalt não tem o desempenho esportivo que a carroceria coupé sugere, ele é, no mínimo, convincente. O motor T200 é o mais potente entre todos os 1.0 turbo do mercado.
Pisando fundo, ele acelera com vigor e só troca as relações a 6.100 rpm. Com curso intermediário no acelerador, dá para ouvir a válvula de alívio, som esportivo que agrada.
Bloqueando o câmbio em manual, as trocas só ocorrem a 6.500 rpm, no limite de proteção do motor. No modo Sport, as rotações se elevam, e as marchas ficam retidas por mais tempo.
Como o sistema CVT tem amplo controle das relações de marchas, ele é permissivo ao fazermos reduções manuais pela alavanca do câmbio, deixando a tocada mais esportiva.
Quando o curso do acelerador é mínimo, é possível circular a 90 km/h a 1.650 rpm e, a 110 km/h, a 1.950 rpm, regimes que podem garantir baixos consumos de combustível.
Mas a retenção aerodinâmica da alta frente do Basalt e a calibragem necessária para extrair tamanha potência e torque deste motor comprometem a eficiência energética do modelo.
Consumo
Em viagem de 1.508 km, o consumo médio foi de 13,6 km/l. Na ida para o litoral, com topografia e fluxo favoráveis, atingiu 16,1 km/l no melhor trecho, de 335 km, sempre com gasolina. Na volta, com retenções, serras e muita chuva, o melhor consumo foi de 13,8 km/l.
Vale destacar que, com três adultos e bagagem, ao passar por pistas alagadas, buracos e grande volume de chuva, o Basalt manteve o controle dinâmico, os pneus não se danificaram nos impactos, e a carroceria permaneceu estanque por todo o retorno de 600 km.
O Basalt Dark Edition tem um visual mais esportivo do que a versão Shine, entrega os mesmos equipamentos e custa apenas R$ 1 mil a mais. É apontado como a melhor opção no topo da gama.
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