Longitude: Jeep Renegade 2027 chega com reestilização e sistema híbrido leve

O sistema de 48V desonera o motor à combustão e tem potência de 11,4 kW (15,5 cv)
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Longitude: Jeep Renegade 2027 chega com reestilização e sistema híbrido leve
Foto: Divulgação Amintas Vidal

Na linha 2025 do Renegade, a Jeep criou algumas versões e eliminou outras, alterou de seis para sete variantes. Em 2026, retornou para seis versões. Na linha 2027, mudou tudo novamente.

Na reestilização do Renegade 2027, a mais profunda em seus 12 anos de Brasil, ele recebeu um novo visual, o sistema MHEV e sua linha foi reformulada outra vez, reduzida a quatro versões: Altitude 4X2, Longitude MHEV 4X2, Sahara MHEV 4X2 e Willys 4X4.

Veículos recebeu o Renegade Longitude MHEV 4×2 para avaliação. Seu preço é R$ 158,69 mil, na cor preta. Cores metálicas custam R$ 2,2 mil e, perolizadas, R$ 2,5 mil.

Seus equipamentos diferenciados são: multimídia de 10,1 polegadas; ar-condicionado de dupla zona com saídas traseiras; carregador de celular com ventilação; chave presencial com partida remota; bancos com revestimento sintético que imita o couro e rodas diamantadas com pneus 225/55 R18.

Em questão de segurança, são destaques: frenagem autônoma de emergência; alerta de saída de faixas com correção da trajetória; reconhecimento das placas de velocidade; monitoramento de pressão dos pneus; sistema eletrônico anticapotamento e faróis e lanternas em full LED.

Jeep Renegade Longitude
Foto: Divulgação Amintas Vidal

Seu motor 1.3 turboflex de quatro cilindros tem comando de válvulas simples, tracionado por corrente, e amplo sistema de variação na abertura das válvulas de admissão.

Ele atinge potência de 176 cv às 5.750 rpm e torque de 27,5 kgfm às 2.000 rpm, com ambos os combustíveis.

MHEV

Alocado no lugar do motor de arranque, o motor/gerador elétrico do sistema MHEV (Mild Hybrid Electric Vehicle) traciona uma correia do tipo poli-v.

Ela liga o motor elétrico ao motor térmico por meio da polia do virabrequim, eixo que movimenta todos os periféricos e, também, recebe o auxílio elétrico.

Este motor tem potência de 11,4 kW (15,5 cv) e torque de 65 Nm (6,22 kgfm). Sua bateria de íon-lítio de 48V tem 0,85 kWh de capacidade.

Nas acelerações, ele desonera o motor a combustão. Nas desacelerações, ele recarrega a bateria de 48V e a de chumbo ácido de 12V.

Também responsável por dar a partida no motor térmico, ele deixa o sistema stop/start mais suave. Mas, o motor elétrico não traciona as rodas do SUV, só auxilia o motor à combustão.

Câmbio

Seu câmbio é automático com seis marchas. Ele permite trocas manuais na alavanca e conta com os modos Sport e TC+ (controle de tração dedicado para a transposição de obstáculos).

Segundo a Jeep, com esse powertrain, o SUV compacto atinge 206 km/h de velocidade máxima. Para sair da imobilidade e atingir os 100 km/h, o modelo leva 8,9 segundos.

Externamente, os para-choques do Renegade 2027 foram redesenhados com volumes ressaltados e chanfrados. Ambos têm uma parte que simula chapa protetora em alumínio.

Marca máxima da Jeep, as sete fendas da grade mudaram. Agora elas são elementos volumosos, fechados à frente e abertos nas extremidades, partes que também são chanfradas.

Lateralmente, só as rodas diamantadas são novas. As mudanças internas foram mais amplas. Usando a arquitetura da cabine do Compass, o interior do Renegade foi bastante modificado.

Mudanças

O multimídia flutuante, as saídas de ventilação, os comandos do ar-condicionado e o console central estão no compacto nas mesmas posições em que se encontram no médio.

Novos equipamentos vieram do Compass e algumas peças foram feitas para o Renegade. Entre essas peças, o painel é exclusivo, pois o Renegade é mais estreito do que o Compass.

Reprojetado, ele foi revestido em tecido. Apesar de serem similares, moldura do multimídia, saídas de ar e console central também são inéditos, desenhados para o SUV compacto.

O ar-condicionado e o conjunto de botões ao redor da alavanca de marcha são os mesmos do Compass. A manopla de câmbio veio da Fiat Toro. Os materiais de acabamento são novos.

Se por um lado as cores dos detalhes internos e dos tecidos de revestimento estão mais ricas, por outro, o painel principal perdeu a cobertura emborrachada, macia ao toque.

Cores

Sempre criticamos a monocromia do interior de todas as versões do Renegade, mas elogiávamos a ampla área emborrachada no painel.

Agora, detalhes nas cores azul, verde, laranja e diversos tons de cinzas alegram o interior das versões remanescentes da linha 2027.
Mas, como informamos anteriormente, o novo painel perdeu este revestimento emborrachado e os encaixes das suas partes estão piores. Porém, o ganho em equipamentos foi mais relevante que essa perda qualitativa.

Três heranças do Compass melhoraram o Renegade: o multimídia flutuante ficou maior e em posição mais visível; as saídas traseiras do ar-condicionado deixaram o sistema mais eficiente e o console central mais alto aprimorou a ergonomia e recebeu nichos mais úteis.

Jeep Renegade Longitude
Foto: Divulgação Amintas Vidal

Os porta-objetos têm ótimas capacidades e melhor usabilidade. No mais, as medidas permanecem iguais, a ergonomia do Renegade é acertada e todos os comandos estão à mão.

Os equipamentos do Renegade têm botões físicos, giratórios para as funções principais e de pressão para as secundárias, os tipos ideais. Seus recursos estão entre os melhores da Jeep.

Multimídia

Em tamanho de tela, definição de imagem, grafismos, recursos e funcionamento, o multimídia está acima da média.
O sistema de som tem ótima potência, distribuição espacial e qualidade sonora, mesmo não sendo um equipamento assinado por marca especializada.

Além dos comandos físicos, o ar-condicionado tem página dedicada no multimídia e é eficiente no tempo de resfriamento e na manutenção de temperatura.

Sua ventilação é boa, mas um pouco ruidosa. As novas saídas de ar traseiras ampliaram o conforto térmico atrás.
O quadro de instrumentos digital é exemplar. Mesmo não sendo o maior do mercado, é dos mais funcionais.

Ele permite diversas configurações, apresenta sequência lógica das páginas e informa dados raros. O novo grafismo digital tem formas geométricas chanfradas, como no design externo.

SUV compacto se destaca pelo equilíbrio entre conforto e estabilidade

A direção elétrica é leve em manobras, tem peso adequado em velocidades maiores, mas deveria perder a assistência mais progressivamente em velocidades intermediárias.

Além do ganho estético, roda e pneu (R18) aumentam a estabilidade das versões MHEV. Elas entram em curvas adernando pouco a carroceria, mantém o controle direcional, sem sair de frente ou traseira, e não cantam os pneus em demasia, mas cobram no conforto de marcha.

Com menos amortecimento primário do pneu, essas versões são mais voltadas para o asfalto. As suspensões oscilam em maior frequência e transferem mais as imperfeições do piso para a cabine, se compararmos às versões que usam rodas de 17 polegadas e pneus com laterais mais altas.

Mesmo assim, essas variantes 4X2 podem encarar até um off-road leve, pois o TC+ bloqueia a roda sem aderência para que a outra retire o Renegade de pisos escorregadios.

Porém, comparando com a concorrência, qualquer versão do Renegade tem maior equilíbrio entre conforto e estabilidade. As suspensões são robustas e trabalham em silêncio.

Circulando

Circulando, o silêncio se mantém. O isolamento acústico do modelo protege a cabine dos ruídos do atrito dos pneus, da retenção aerodinâmica e do funcionamento do motor.

O funcionamento do conjunto mecânico do Renegade já se destacava. Com o MHEV, ele melhorou.

A diferença é sutil, mas ao sair da inércia, o motor “acorda” mais cedo. Em velocidade de cruzeiro, os dois motores aparentam cooperar no deslocamento.

Jeep Renegade Longitude
Foto: Divulgação Amintas Vidal

Ao desonerar o motor nas arrancadas, sua rotação sobe precocemente, diminuindo o atraso da turbina. Aliviado do trabalho em baixas rotações, ele fica mais solto em estradas.

Pisando fundo, o turbo enche rápido, o torque já fica disponível em baixas rotações e o Renegade acelera agressivamente.
No modo Sport, em relação ao curso do acelerador, a alimentação é maior e as marchas são retidas por mais tempo, sendo trocadas em altas rotações.

Paddle Shifters

Essa versão não tem paddle shifters, mas as marchas podem ser trocadas na alavanca do câmbio. O sistema é permissivo, aceita reduções fortes, bom para retomadas e o freio-motor.

O objetivo do sistema MHEV é diminuir as emissões de gases dos motores da Stellantis, enquadrando o grupo nas exigências da legislação nacional.

Ganhos em desempenho e em eficiência energética são consequências, tanto que as diferenças são sutis nestes dois quesitos.
Em cidades, a desoneração melhora o consumo. Em estradas, a regeneração retém o deslocamento por inércia e piora a eficiência energética.

Comprovamos pequenas diferenças ao comparamos o consumo desta versão Longitude MHEV com o da versão Sahara 2025.

Consumo

No percurso rodoviário padronizado de 38,7 km, realizamos uma volta aos 90 km/h e outra aos 110 km/h.
Na mais lenta, registramos 16,8 km/l na Sahara e 16,3 km/l na Longitude MHEV. Na mais rápida, 13,4 km/l na Sahara e 12,9 km/l na Longitude MHEV.

No circuito urbano de 25,2 km, 152 metros de desníveis e 20 paradas simuladas em semáforos, a Sahara registrou 8,6 km/l e, a Longitude MHEV, 9,3 km/l, sempre com gasolina no tanque.

O sistema MHEV não muda muito o Renagade, mas essas versões são homologadas como híbridas e, por isso, têm isenções ou reduções de IPVA em alguns Estados e estão livres do rodízio de placas na cidade de São Paulo (SP), vantagens que pesam a favor na decisão de compra.

Amintas Vidal
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