Jeep Renegade Willys é o único SUV compacto do mercado com tração 4×4
Lançado em 2015, o Jeep Renegade inaugurou a fábrica do grupo Stellantis em Goiana (PE), planta que também produz o Compass, o Commander e as picapes Fiat Toro e Ram Rampage.
Futuramente, modelos da Peugeot e da Leapmotor farão parte da linha de montagem dessa unidade do grupo.
Um kit opcional para o Renegade Willys comemora a primeira década da fábrica nordestina. Veículos recebeu o Jeep Renegade Willys T270 4×4, ano 2026, para avaliação.
Seu preço é R$ 189,49 mil. O pacote opcional 10 Years, único disponível para a versão, custa R$ 3 mil.
Os equipamentos diferenciados do Renegade Willys são: teto solar panorâmico e retrátil; multimídia com GPS nativo e sistema Adventure Intelligence; ar-condicionado de dupla zona; carregador de celular com ventilação; chave presencial com partida remota; bancos revestidos com material sintético que imita o couro; e pneus Pirelli Scorpion ATR+ na medida 225/65 R17.
Em termos de segurança, os diferenciais são: frenagem autônoma de emergência; alerta de ponto cego; alerta de saída de faixa; reconhecimento de placas; faróis e lanternas em LED; comutação automática dos faróis; sensor crepuscular e de chuva; sensores de estacionamento dianteiro e traseiro; e sistema de tração 4×4 sob demanda ou dedicada para neve, areia, lama ou pedra.

A versão também conta com sete airbags; controle de tração, controle de estabilidade e controle para trailer (quando conta com engate Mopar); controle eletrônico anticapotamento; controle eletrônico de velocidade em descidas; e auxiliar de partida em rampas.
Motor e câmbio
O motor do Renegade Willys é o 1.3 turbo. Adaptado ao Proconve L8, sua potência foi reduzida de 180/185 cv para 176 cv às 5.750 rpm, e o seu torque máximo permaneceu em 27,5 kgmf às 1.750 rpm, com gasolina ou etanol.
O câmbio é automático com nove marchas e conversor de torque. Pesado para um compacto (1.643 kg) e apresentando relações de 9,33 kg/cv e 60,85 kg/kgmf, o Renegade Willys acelera de zero a 100 km/h em 9,7 segundos e chega aos 202 km/h de velocidade máxima, segundo a Jeep.
Lançada na linha 2025, a versão Willys conviveu por um ano com a Trailhawk, variante 4×4 existente desde o lançamento do Renegade.
Agora, na linha 2026, a Willys passou a ser a única versão 4×4 e recebeu, como opcional, o pacote Edição Celebrativa Jeep 10 Anos.
Pacote 10 Years
Essa ação comemorativa contemplará 1.010 unidades com este conjunto opcional.
Ele traz adesivos na coluna “C” e no capô com a logomarca 10 Years, a mesma que vem nos bancos dianteiros e nos protetores das soleiras. Uma plaqueta no painel registra o número da unidade.
O Renegade Willys é diferente das versões 4×2. Suas suspensões são elevadas em 20 mm; o sistema de tração é programado para quatro tipos de terrenos; as rodas aro 17 polegadas (inclusive o estepe) usam pneus de uso misto; e o para-choque dianteiro permite melhor ângulo de entrada.
Anteriormente destacado por detalhes na cor vermelha, agora o interior do Renegade 4×4 é monocromático, como nas demais versões.
Áreas revestidas por material macio ao toque e a variedade de acabamentos em preto brilhante e metalizados sofisticam a cabine do SUV.
Desenho
O design do Renegade foi inspirado no Jeep Willys, de 1941, o modelo pioneiro da marca. Nada mais pertinente do que a versão mais completa do SUV ter esse nome.
Robusto, harmônico e belo, ele carrega essa carga histórica que, certamente, faz parte do seu sucesso comercial.
Internamente, a cabine quadrada oferece ótimo espaço para cabeças e ombros de quatro adultos. Para as pernas dos ocupantes traseiros, apenas o suficiente.
Ao centro do banco, só uma criança vai com conforto. Existem porta-objetos em bom número e capacidade. O teto solar cobre quase toda a cabine e abre até a metade, ampliando a percepção de espaço.
Números
O Renegade tem 4,27 metros de comprimento, 2,57 metros de entre-eixos, 1,80 metro de largura e 1,73 metro de altura. São 31° de ângulo de ataque, 33,6° de ângulo de saída e 213 mm de altura livre do solo.
Por ter estepe com roda e pneu iguais aos de rodagem, no porta-malas cabem apenas 273 litros. O tanque de combustível comporta 55 litros. A carga útil ou a capacidade de reboque é de 400 kg.
Os equipamentos da versão Willys são os melhores disponíveis para o Renegade. Há botões físicos para todos os sistemas, giratórios ou de pressão, com arquitetura ergonômica ideal.
O Adas tem os recursos mais relevantes. O alerta de colisão com frenagem automática e a detecção de presença no ponto cego formam a dupla mais importante para a segurança.

O detector de saída de faixa com correção da trajetória, o leitor de placa de velocidade, o farol com comutação automática, o detector de fadiga do motorista e os sensores crepuscular, de chuva e de pressão do pneu formam um conjunto muito robusto, apesar de não haver o controle de cruzeiro adaptativo (ACC).
Utilitário oferece conjunto de suspensão que entrega conforto e bom desempenho off-road
O quadro de instrumentos digital é muito configurável e visível. Ele informa dados raros como tensão da bateria, temperatura do óleo, os percentuais da turbina e da potência e a força G, por exemplo.
O multimídia tem internet e GPS nativo, recursos que permitem atendimento por voz, ativações por aplicativo para smartphones e navegação com informações de trânsito on-line.
O sistema de áudio reproduz músicas em volume razoável. A distribuição espacial e a qualidade sonora são boas. Os controles atrás do volante têm uso cego, o tipo mais seguro.
O Renegade é alto, tem colunas largas e visibilidade limitada. A câmera traseira com alta definição e guias dinâmicas, além dos sensores de aproximação (dianteiro e traseiro), ajudam bastante.
O ar-condicionado é eficiente no tempo de resfriamento e na manutenção de temperatura. A ventilação tem boa intensidade, mas falta saída de ar para o banco traseiro. Esse sistema possui página dedicada no multimídia.
Direção
A direção elétrica é leve em manobras, tem peso adequado em velocidades maiores, mas fica pesada em velocidades intermediárias, pois perde a assistência muito prematuramente.
As aletas para trocas das marchas ajudam bastante nas reduções, para ativar o freio motor e economizar combustível, e quando é necessário desempenho para fazer ultrapassagens.
As mudanças nas suspensões, os pneus de uso misto, a tração 4×4 e o câmbio automático com nove marchas fazem o Renegade Willys ser muito diferente das outras versões.

Para continuar estável em curvas, as molas são mais rígidas, elevando a frequência de trabalho vertical da carroceria.
Em compensação, os pneus têm laterais altas e fazem um ótimo amortecimento primário. Nesse equilíbrio, a versão está entre as mais confortáveis do modelo.
Este conjunto trabalha isolando as irregularidades do piso, tanto em asfalto quanto na terra. Impressiona sua capacidade de andar rápido no fora de estrada, passando por buracos e facões sem transferir os impactos para a cabine e sem bater fundo ou para-choques nas transposições.
Conforto
O conforto acústico também é bom. Em rodovias, quase não se ouve o motor e o arrasto aerodinâmico. Este último é mais perceptível pela retenção da carroceria quadrada.
Os pneus são mais ruidosos que os normais. Acelerando forte, o ruído do motor é grave e não incomoda.
Todo Renegade usa o mesmo motor. Eles não são esportivos, mas quase. Os 4×2 chegam aos 100 km/h em 8,7 segundos e, nesta versão, em 9,7 segundos, como informamos anteriormente.
Para um SUV 4×4, é uma marca admirável. Nessa aceleração total, as marchas são retidas até as 6.000 rpm e o desempenho é convincente.
Circulando aos 90 km/h, em oitava marcha, o motor trabalha às 1.750 rpm. Aos 110 km/h, em nona marcha, o regime é de 1.800 rpm, quase um empate. Mas o consumo foi apenas bom.
Consumo
Avaliamos o consumo rodoviário em viagem de 400 km, ida e volta, ao interior de Minas Gerais. Com quatro adultos e bagagens, registramos 13,8 km/l na ida e 13,1 km/l na volta.
Na avaliação de consumo urbano, rodamos por 25,2 km em velocidades entre 40 e 60 km/h, fizemos 20 paradas simuladas em semáforos e vencemos 152 metros de desnível. Nesse severo teste, o Renegade 4×4 atingiu uma média de 7,7 km/l, sempre com gasolina.
O Renegade Willys é, em nossa opinião, a melhor versão do modelo. Apesar do preço elevado, este é o único SUV compacto 4×4 do mercado, segmento que tem concorrente 4×2 mais caro e com motor 1.0.
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