Casacor Minas Gerais retoma às suas origens

Lançado ontem em BH, projeto alia, ao mesmo tempo, tradição e inovação, uma vez que retorna ao formato original
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Casacor Minas Gerais retoma às suas origens
Conjunto de casas, localizadas no bairro Santo Antônio, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, abrigará o evento; principal delas é a Casa Ferolla (foto) | Crédito: Leonardo Morais

A Casacor Minas Gerais 2023 acaba de ser lançada oficialmente. Em sua vigésima oitava edição, a maior mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo do Estado volta às suas origens e será realizada em uma casa real. O projeto alia, ao mesmo tempo, tradição e inovação, uma vez que retorna ao formato original, mas também aponta para mudanças e tendências desses mercados em um mundo cada vez mais conectado.

E as mudanças não param por aí. Dessa vez, um conjunto de casas, localizadas no bairro Santo Antônio, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, abrigará o evento. A principal delas é a Casa Ferolla, um casarão que fica na rua São Domingos do Prata, esquina com a rua Leopoldina, tombado pela Prefeitura da Capital, e que, em breve, fará parte do mais novo empreendimento da F2 Incorporadora e Construtora, desenvolvido em parceria com a Arthros Incorporadora. Será o edifício Casa Ferolla, com projeto assinado pelo experiente arquiteto José Eduardo Ferolla, que cresceu no imóvel principal.

De acordo com o diretor de Conteúdo e Relacionamento da Casa Cor Minas, Eduardo Faleiro, a escolha do casarão se deu por sua conexão com a proposta desta edição e também com as expectativas quanto às possibilidades do diálogo da história com a contemporaneidade, preservando a memória e a identidade enquanto está conectada com os tempos e questões atuais. Segundo ele, o espaço está em perfeita sinergia com a temática escolhida para a mostra em 2023: “Corpo e Morada”.

“É um tema que abarca a era do cuidado, que fala sobre diversidade e questões pertinentes ao mundo atual. A campanha faz uma referência à pele que habitamos, além daquela do corpo, a da casa e a do planeta”, resume.

Ferolla: projeto é resultado de vidas que passaram pela casa | Crédito: Alessandra Torres

Todas as edições da mostra vão explorar este tema, que foi consequência de um trabalho de mapeamento das macrotendências de comportamento que impactam o estilo de vida contemporâneo.

Assim, a diretora da Casacor Minas, Juliana Grillo, explica que esta edição será responsável não apenas pela abertura dessa importante edificação, mas também para provocar uma reflexão com relação à sua futura ocupação e integração com cidade, demonstrando como projetos atuais podem estabelecer diálogos reais com a história, preservando a identidade de forma idônea para as futuras gerações.

“Eu e o Eduardo (Faleiro) estamos sempre à procura por casas e edificações importantes e icônicas que tenham uma história para contar e valorizar o evento. A Casa Ferolla foi uma das opções que surgiram logo que começamos, mas avaliamos que o espaço ainda era pequeno para a Casacor. Até que, dessa vez, coincidiu com o lançamento do empreendimento e fizemos um casamento feliz”, ressalta.

Juliana Grillo diz que as passagens por espaços como o casarão onde funcionou a sede da Rede Ferroviária Federal, na rua Sapucaí, e no Palácio das Mangabeiras, permitiram interessantes possibilidades e projetos construtivos à arquitetura de construção, a partir das amplas áreas externas amplas. E reforça que, agora, o evento volta suas atenções para a arquitetura e design de interiores.

Escolha da Casa Ferolla em 2023 se deu por sua conexão com a proposta desta edição | Crédito: Alessandra Torres

Projeto de empreendimento inovador abrigará Casacor Minas 2023

As obras do edifício Casa Ferolla já foram iniciadas e a previsão é que o empreendimento fique pronto em 30 meses. Com apartamentos de 134 a 300 metros quadrados, a expectativa é de um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 35 milhões.

“Trabalhamos com projetos que permitem integrar o cliente aos projetos, de maneira que ele participe de todo o processo, a partir de um viés de flexibilidade e dinâmico. É um projeto que nasceu há alguns anos e que traz um desafio muito grande a partir da arquitetura do Ferolla, além de incorporar a casa em que ele viveu aqui a vida toda”, destaca o CEO da F2 Incorporadora, François Rahme.

Planta original da Casa Ferolla, construída na década de 1940, é assinada por Ângelo Murgel | crédito: Alessandra Torres

O projeto original da Casa Ferolla, construída na década de 1940, é assinado por Ângelo Alberto Murgel, que também é responsável por alguns dos mais imponentes edifícios de Belo Horizonte, como o Edifício Ibaté, considerado o primeiro arranha-céu da cidade, o icônico Cine Theatro Brasil, os edifícios do Brasil Palace Hotel e do Centro dos Chauffeurs, por exemplo.

Sobre o novo projeto, o arquiteto José Eduardo Ferolla frisou que se trata de um resultado de várias vidas que passaram pela casa. O local foi construído para ser moradia da família e funcionou com esta finalidade até um passado recente. “Vivi uma vida aqui nesta casa. Conheço cada pedacinho daqui e sei como tudo funciona. Sigo presente e estou muito feliz com o projeto”, conclui.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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