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Renovada, CasaCor Minas está de volta

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Crédito: Ana Carolina Dias

A inspiração desembarca no Palácio das Mangabeiras entre 14 de setembro e 19 de outubro, quando o espaço recebe a 26ª edição da CasaCor Minas — em decorrência da pandemia da Covid-19, a edição de 2020 não foi realizada. Considerada a maior mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo da América Latina, a exposição fomenta, há 27 anos, o estímulo à criatividade no Estado. 

Segundo o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que participou de coletiva de imprensa na tarde de ontem, a abertura do Palácio das Mangabeiras para a CasaCor, e consequente visitação do público externo, traz um simbolismo muito grande.

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“Há mais de 100 dias, os números da pandemia de Covid-19 em Minas Gerais apresentam declínio considerável. É o momento em que todos nós estamos buscando estar em lugares ao ar livre, bonitos e aconchegantes. O turismo em Minas tem crescido de forma exponencial nas últimas semanas. Espero que tudo isso venha complementar trazendo turistas, criando empregos e dando mais felicidade para um povo que sofreu tanto nesses últimos 18 meses”, destacou o governador. 

Para o governador, a reabertura do Palácio das Mangabeiras proporciona maior integração do edifício com a sociedade | Crédito: Ana Carolina Dias

Zema também ressaltou a importância da parceria entre os organizadores da CasaCor e o governo do Estado. Para o governador, a reabertura do Palácio das Mangabeiras proporciona maior integração do edifício com a sociedade.

“Na primeira versão da CasaCor foram cerca de 70 mil visitas. Tenho certeza que 99% das pessoas não conheciam esse lugar. Agora, estamos colocando um equipamento público à disposição dos mineiros e não para ostentação e criação de privilégios. Para mim, é uma satisfação enorme saber que esse equipamento está aberto às pessoas”, completou Romeu Zema

Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, a realização de mais uma edição da CasaCor no Palácio das Mangabeiras se une a outros equipamentos culturais de Belo Horizonte.

“Eventos como esse são muito bem-vindos, porque precisamos recolocar a Capital no turismo nacional. Minas é o estado que mais cresce na área e isso é muito positivo. Que a CasaCor inaugure um novo tempo; que Belo Horizonte se consolide como exemplo. A experiência cultural, talvez, seja o maior atrativo num cenário de pós-pandemia, e esse evento é um claro exemplo dessa experiência cultural”, destacou o secretário.

Eficiência administrativa

O Palácio das Mangabeiras, sede das edições 2019 e 2021 da CasaCor, está cedido por convênio à Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), desde 2019, por determinação do governador Romeu Zema, com o objetivo de implementar ações que agreguem eficiência na administração do espaço, aproveitamento do imóvel e boa gestão dos recursos públicos. A economia para o governo do Estado, por não utilizar o local, é de R$ 3,3 milhões, já que o governador arca com as próprias despesas de moradia na capital mineira.

A Multicult Promoções, organizadora da CasaCor Minas, é a atual gestora do espaço e responde pelos gastos com manutenção. A empresa promotora deste e de outros eventos atua para empreender projetos nas áreas de cultura, arquitetura, design, gastronomia e urbanismo, e iniciativas que contribuam para a preservação da memória e da identidade urbana.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, a segunda edição consecutiva da CasaCor no Palácio das Mangabeiras representa um marco fundamental para a economia em Minas Gerais. De acordo com o titular da pasta, a readequação do espaço para a realização do evento gera impactos positivos em uma série de indicadores econômicos em Minas.

“É uma honra enorme podermos ver um espaço, até então destinado a um uso questionável, hoje poder servir a todos. Pensemos em toda essa cadeia produtiva que está presente nesse espaço que antes representava um custo absurdo e, hoje, estamos caminhando para um ponto de equilíbrio em que podemos gerar divisas para mais investimentos nas áreas que mais interessam ao estado. Temos, novamente, um espaço aberto, com a indústria criativa sendo representada e gerando valor, riqueza, prosperidade, emprego e renda para a nossa Minas Gerais”, ressaltou Passálio.

Crédito: Ana Carolina Dias

Tema: A Casa Original 

Durante o evento, que antecedeu a abertura da mostra ao público, a diretora da mostra, Juliana Grillo, ressaltou a importância do movimento para a formação do olhar do consumidor e também para o surgimento de novos negócios no setor e geração de emprego e renda.

“Hoje, somos referência exportando trabalhos de arquitetos e designers mineiros para o Brasil e o mundo. Isso é motivo de orgulho para nós. A CasaCor teve papel fundamental no desenvolvimento da indústria e também na formação de um mercado consumidor de trabalho, de profissionais da área”, afirmou Juliana Grillo. 

A exposição de 2021 chega com o tema “A Casa Original”, cujo objetivo é explorar formas de equilíbrio entre as relações humanas com a ancestralidade da casa e a modernidade. Essa busca pela essência se revela principalmente na conexão com a natureza, que, na CasaCor Minas deste ano, ganha destaque por meio de intervenções paisagísticas. 

A edição acontece em meio ao cenário aquecido do setor de arquitetura e decoração, conforme afirma o também diretor da mostra, Eduardo Faleiro. “Apesar dos problemas, do momento difícil, o setor está chegando com muito ânimo para mostrar soluções. E a casa nunca foi tão importante para as pessoas como agora”, disse Faleiro em relação à necessidade das pessoas de tornarem a casa um local mais aconchegante durante o período de isolamento social. 

Neste ano, a CasaCor Minas conta com a produção de 71 profissionais do setor, responsáveis pela criação de 47 ambientes que integrarão o Palácio das Mangabeiras durante a exposição. Entre arquitetos, designers e paisagistas, a organização do evento destaca a participação de 13 profissionais que vieram de outros municípios mineiros, revelando a proposta de tornar a mostra cada vez mais a representação de Minas nos projetos. 

Crédito: Ana Carolina Dias

O lugar da indústria criativa

Ainda segundo Juliana Grillo, a estimativa é de que a mostra deste ano supere as movimentações financeiras de 2019, que, à época, foram estimadas em R$ 50 milhões, conforme noticiou o DIÁRIO DO COMÉRCIO.  Apesar do evento ser considerado menor neste ano, a mostra contou com trabalhos de construção mais robustos e necessidades de fornecedores mais expressivas no comparativo com o evento de 2019

“Nós temos diversos custos envolvidos direta e indiretamente. Em 2019, nós tivemos 58 espaços, e neste ano a gente tem 47 ambientes. E cada um deles tem em média entre 12 a 15 fornecedores, prestadores de serviços. E isso nós estamos englobando desde a indústria, como a Portinari que está aqui, até a pessoa que executa os trabalhos de gesso. É por isso que acreditamos que vamos superar a movimentação de renda dos anos anteriores”,  

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de Minas Gerais, Fernando Passalio, tornar o Palácio das Mangabeiras um espaço social acessível ao público é a garantia de equilibrar os custos e, ainda, gerar divisas para mais investimentos nas áreas essenciais ao Estado e abrir caminhos para o turismo, já que eventos com o da CasaCor atraem pessoas de todo o Brasil.

“É um orgulho ter novamente o espaço como o Palácio das Mangabeiras com a indústria criativa sendo apresentada de uma forma rica e gerando valor, riqueza, prosperidade, emprego e renda para Minas Gerais”, afirmou Passalio. 

As arquitetas do Plano Livre estrearam na 26ª Casacor com o projeto de dois contêineres | Crédito: Ana Carolina Dias

Da CasaCor para a Lapinha da Serra

As arquitetas Ada Penna, Júlia Temponi, Gabriela Melo e Mariana Calixto, do escritório Plano Livre, estrearam na 26ª Casacor Minas com o projeto de 2 contêineres que foram transformados em uma hospedagem. Vale destacar que, após a mostra, o projeto será transportado direto para a implementação na Lapinha, na Serra do Cipó

Segundo Mariana Calixto, a ideia é manter a linguagem dos contêineres, que foram acoplados para atender ao objetivo dos investidores do projeto, e contar a história da Lapinha a partir da sua natureza. Para isso, o verde que dá cor à área externa foi utilizado como recurso para que os objetos fossem integrados à natureza local, além das cores terracota e do azul, que representam as belezas do distrito.

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