A 25ª Casacor, que acontecerá no Palácio das Mangabeiras, será composta por 60 ambientes projetados por 94 profissionais - Crédito: Jomar Braganca

A 25ª Casacor Minas, que será realizada de 3 de setembro a 13 de outubro, vai reunir trabalhos de 94 profissionais das áreas de arquitetura, design de interiores e paisagistas. A sede do evento será na região Centro-Sul, no Palácio das Mangabeiras, imóvel que servia de residência para os governadores de Minas Gerais, e que agora será utilizado para eventos culturais. No ano passado, a mostra permitiu uma movimentação financeira do setor em torno de R$ 50 milhões, valor que deve ser superado este ano.

A parceria do governo de Minas com a Casacor, firmado por meio da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), permitiu a redução dos custos por parte do governo estadual na manutenção do espaço durante todo o período de ocupação pela Casacor. Para a instalação do evento, foram realizadas uma série de melhorias no imóvel, que demandaram investimentos próximos a R$ 10 milhões, sendo que deste total, R$ 4 milhões foram aplicados na recuperação dos jardins. O custo mensal de manutenção é de R$ 80 mil. A estimativa é de que as benfeitorias acordadas entre o Estado e a Casacor e a manutenção somem, em quatro anos, mais de R$ 20 milhões.

De acordo com o diretor da Casacor, Eduardo Faleiro, o evento será realizado durante quatro anos no Palácio das Mangabeiras.

“O Palácio é lugar icônico e emocionante para todos nós de Minas. Um lugar tão especial, com traços de Oscar Niemeyer e jardins de Burle Marx, temos a grande honra de realizar o evento e inaugurando o uso cultural do imóvel. A Casacor promove uma recuperação pontual da arquitetura dos Palácio e estamos iniciando o restauro dos jardins”.

A 25ª Casacor, segundo a diretora comercial da mostra, Juliana Grilo, será composta por 60 ambientes projetados por 94 profissionais. São esperados cerca de 70 mil visitantes nos 45 dias do evento. A mostra é considerada a maior de arquitetura, design de interiores e paisagismo das Américas.

O tema desta edição será Planeta Casa e a ideia é levar aos frequentadores uma reflexão sobre como a relação com o mundo influencia no jeito de morar. O objetivo é repensar a casa não mais como um espaço físico, mas sim como um estado de espírito que tem norteado as novas formas de morar nos últimos anos. O tema foi baseado na tendência de cada casa se tornar o universo particular do indivíduo.

Em relação à utilização do Palácio para eventos culturais, o diretor-presidente da Codemge, Dante de Matos, ressaltou que a abertura do espaço é importante para promover a eficiência e o melhor aproveitamento do espaço.

“Pela primeira vez o Palácio das Mangabeiras abre-se ao público, deixando entrar novas perspectivas que aliam tradição e vanguarda. O objetivo do convênio de cooperação é dar mais eficiência na administração e promover um melhor aproveitamento do imóvel. Como empresa pública e indutora do desenvolvimento, a Codemge tem o fomento à indústria criativa e ao turismo. Nesse sentido, após a manifestação dos organizadores da Casacor na utilização do Palácio, a Codemge deu segmento às tratativas para oficializar a parceria”.

O secretario de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Marcelo Matte, explicou que a ideia é promover diversos eventos no espaço, quando o mesmo não tiver sendo utilizado para a realização da mostra.

“A abertura do Palácio das Mangabeiras é mais uma oferta cultural importante para Minas Gerais, de um imóvel que estava completamente degradado, abandonado e esquecido. Pretendemos ocupar o Palácio com outras ofertas culturais nos períodos entre a saída e entrada da Casacor”.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, destacou que o convênio é importante para a redução dos gastos públicos. O custo com o Palácio das Mangabeiras girava em torno de R$ 1,4 milhão ao ano, sendo que somente com cozinha, o custo era de R$ 800 mil.

“É uma satisfação apresentar o Palácio das Mangabeiras que, com certeza, não é conhecido por 99,9% dos mineiros. A partir da semana que vem, os mineiros terão a oportunidade de conhecê-lo. Com a nova destinação, o espaço, com certeza será todo revigorado. E o mais importante de tudo, sem custar nada para os cofres públicos. A manutenção do Palácio das Mangabeiras custava alguns milhões de reais por ano e agora vai custar zero”.