Economia

Minas Gerais tem 19 barragens em estado de emergência

Estado concentra o maior número de estruturas em risco entre as unidades federativas
Minas Gerais tem 19 barragens em estado de emergência
Regras para a gestão de barragens no Brasil avançaram após tragédias ocorridas em Minas Gerais | Foto: Reprodução Adobe Stock

No momento, existem 19 barragens em Minas Gerais com emergência declarada. O Estado concentra o maior número de estruturas nesta situação entre as unidades federativas. No Brasil inteiro, são 70. A informação consta no Sistema de Gestão de Segurança de Barragem de Mineração (SIGBM), da Agência Nacional de Mineração (ANM).

A única barragem em nível 3, que indica risco real de rompimento, é a Serra Azul, da ArcelorMittal, em Itatiaiuçu. A estrutura, construída a montante, método proibido após as tragédias de Mariana, em 2015, e Brumadinho, em 2019, está desativada desde 2012 e passa por obras de descaracterização, com a conclusão esperada para 2032.

Classificadas em nível 2, são cinco barragens. As estruturas Forquilha I, II e III, em Ouro Preto, e Sul Superior, em Barão de Cocais, de propriedade da Vale, foram alteadas a montante, sendo que as intervenções nas três primeiras devem começar neste ano e a da última está em andamento, com o fim estimado para 2029. Já a B1A, em Brumadinho, da Emicon Mineração e Terraplenagem, é do tipo linha de centro e está inativa.

Em nível 1, totalizam 13 barragens. As proprietárias são: Vale (quatro); Emicon (três); Indústrias Nucleares do Brasil (duas); e Extrativa Metalurgia, Green Metals, Mineração Santa Cruz e Topázio Imperial Mineração (uma cada). Seis estruturas foram construídas por etapa única; quatro pelo tipo a montante; duas pelo método a jusante; e uma pelo modelo linha de centro. Duas estão ativas, seis estão inativas e cinco estão em processo de descaracterização.

Redução no número de estruturas

Embora ainda esteja alto, o número de barragens em Minas Gerais com emergência declarada caiu na comparação com janeiro do ano passado, quando havia 23 estruturas nesta situação. Eram 17 em nível 1, quatro em nível 2 e duas em nível 3.

Além da Serra Azul, a outra barragem que estava com risco de rompimento iminente à época era a Forquilha III. A reclassificação ocorreu em agosto e, conforme a Vale, decorreu de avanços no conhecimento da estrutura, por meio de sondagens geotécnicas, ensaios de campo e laboratório, instalação de instrumentos para monitoramento e desenvolvimento de modelos que permitem análise mais assertiva das reais condições de estabilidade.

A quantidade de barragens em níveis 1, 2 ou 3 também diminuiu em relação a dezembro, quando eram 20 no Estado. A queda foi devido ao encerramento do nível de emergência da estrutura Maravilhas II, da Vale, em Itabirito, resultado de obras de reforço concluídas em outubro, que aprimoraram as condições de estabilidade em conformidade com os requisitos normativos previstos na legislação, de acordo com a mineradora.

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