Não vamos deixar que a ‘guerra irresponsável’ do Irã chegue ao bolso do caminhoneiro e do povo, diz Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que não vai permitir que a “guerra irresponsável no Irã” chegue ao bolso da população brasileira e encareça itens essenciais, como alimentos e combustíveis.
Segundo ele, o governo não deixará que a alta internacional dos preços ocasionada pela guerra impacte o caminhoneiro e a dona de casa, evitando reajustes no diesel, na gasolina e no etanol. A declaração do presidente foi dada nesta quinta-feira (2), à TV Record Bahia.
Para conter aumentos abusivos, o presidente disse que o governo tem feito uma série de ações, como acionar a Polícia Federal para investigar distribuidoras suspeitas de lucrar indevidamente com a situação.
Também houve medidas como o uso de isenções de impostos e subsídios para absorver oscilações do mercado externo e evitar o repasse integral ao consumidor.
Como mostrou a Folha, os estados começaram a anunciar nesta segunda-feira (30) a adesão à política de subsídio à importação de diesel. A proposta articulada pelo Ministério da Fazenda prevê uma subvenção de R$ 1,20 por litro, durante o período de dois meses, dos quais R$ 0,60 serão bancados pela União e outros R$ 0,60 pelos estados.
“Nós estamos fazendo todo esforço possível para não permitir que a guerra irresponsável do Irã chegue ao bolso do povo que vai comprar seu alface, que vai comprar teu feijão, vai comprar teu arroz, vai comprar o teu milho, vai comprar a comida do seu filho”, disse.
Lula também criticou a venda do controle de algumas estatais, como a BR Distribuidora, em 2019. Segundo ele, isso poderia garantir que o preço não subisse. Atualmente com o nome de Vibra Energia, ela é a maior empresa de distribuição e comercialização de combustíveis e lubrificantes no Brasil
“Privatizaram a BR. Nós não podemos recomprar até 2029, ou seja, não temos distribuidora, não temos saída até lá”, disse.
Durante a entrevista, o presidente também abordou o preço do gás de cozinha. Lula criticou um leilão, que classificou como bandidagem e contrário à orientação do governo e da direção da Petrobras, mas não detalhou de qual operação se tratava.
Segundo ele, o governo irá anular o leilão para evitar que a população de baixa renda arque com os efeitos de conflitos internacionais. Lula afirmou ainda que o processo teria gerado margens excessivas e que o Estado atuará para impedir que o botijão chegue a preços abusivos ao consumidor.
“As pessoas sabiam da orientação do governo, da orientação da Petrobras: não vamos leiloar o GLP, não vamos leiloar. Pois, se houver um leilão contra a vontade da direção da Petrobras, nós vamos rever esse leilão, vamos anular esse leilão, porque o povo pobre não pagará, em hipótese alguma, o preço dessa guerra”, disse.
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