Dia das Crianças anima lojistas de BH e 41,9% esperam vender mais

Expectativa dos lojistas está grande para que a data, que abre o super trimestre do comércio, tenha bom movimento
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Dia das Crianças anima lojistas de BH e 41,9% esperam vender mais
Foto: Alessandro Carvalho Diário do Comércio

O Dia das Crianças intensifica o ânimo nos lojistas de Belo Horizonte, segundo levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-BH). Os dados do estudo da entidade apontam que 41,9% dos empresários esperam faturar mais em 2026. A loja física continua à frente, mas WhatsApp e Instagram ganham espaço e ampliam o alcance dos negócios.

A loja física segue como protagonista: 95,6% dos entrevistados pretendem vender por esse canal. O WhatsApp aparece na sequência, com 50,4% das menções, e o Instagram é lembrado por 26,8%. Para os lojistas, as redes funcionam como um prolongamento do ponto de venda. Na hora de divulgar os produtos, os recursos mais usados são o Instagram (71,3%), a vitrine da loja (69,1%) e o WhatsApp (66,2%).

“Os comerciantes acreditam que teremos um desempenho melhor do que em 2025. A questão do omnichannel, como chamamos hoje, é o cliente ter uma melhor experiência, seja na loja física, seja nos canais on-line. Por onde ele vier, as empresas se preocupam em oferecer o melhor atendimento possível”, disse o vice-presidente da CDL-BH, Fernando Cardoso.

Expectativa de vendas

O clima é de otimismo. Para 75% dos entrevistados, as vendas serão iguais ou melhores que as de 2025. Dentro desse grupo, 41,9% projetam aumento e 33,1% esperam estabilidade. O consumo deve ser mais pulverizado: o gasto médio previsto por presente é de R$ 180,71, e 47,1% dos lojistas acreditam que cada cliente levará dois presentes.

“A expectativa é positiva também porque, na pesquisa que fizemos com os consumidores, eles esperam um aumento no valor médio de compra neste Dia das Crianças. O tíquete médio pode chegar a R$ 700, um pouco mais de R$ 260 por presente. Os consumidores acreditam que vão presentear três crianças. O que considero positivo é que o consumidor está com uma expectativa de compra ainda maior do que a do comerciante”, comentou Cardoso.

Formas de pagamento

O parcelamento no cartão de crédito deve ser a escolha mais comum, segundo 40,4% dos comerciantes. Depois dele vêm o cartão à vista (31,6%) e o Pix (21,7%). Entre os que apontaram o parcelamento como principal modalidade, 54,5% esperam compras em até três vezes, 25,5% preveem de quatro a seis parcelas e 20% imaginam mais de seis.

Produtos e estratégias

Os itens com maior expectativa de venda são brinquedos (37,1%), roupas (20,6%), bicicletas, patinetes, patins e skates (7,7%) e calçados (7%). Os produtos complementares também podem reforçar o caixa: material escolar e papelaria (12,1%), cosméticos (3,3%), joias e bijuterias (2,9%) e capacetes e joelheiras (2,9%).

Quase oito em cada dez empresários (79,4%) planejam investir em alguma ação publicitária para a data. As principais estratégias para atrair e fidelizar clientes são a divulgação dos produtos (73,2%), a variedade do mix (72,4%) e a flexibilidade nas condições de pagamento (57%).

“Na pesquisa vimos três pilares da preparação. O primeiro são as promoções, a oportunidade de compra. Além de customizar o ponto de venda para o Dia das Crianças, o lojista criou boas promoções para que o cliente perceba que está sendo beneficiado com aquela compra. O segundo está ligado ao parcelamento. Na visão do lojista, a principal forma de pagamento será o cartão de crédito parcelado, e ele está disposto a financiar essa compra para o seu cliente. O terceiro é o mix de produtos. O lojista diversificou o mix justamente para atender a maior gama possível de clientes”, assinalou o vice-presidente da CDL-BH.

Dicas para vender mais

Uma sugestão da CDL-BH é tratar a comunicação como extensão da loja. Além de mostrar os produtos nas redes sociais, o lojista pode organizar a divulgação por perfil de consumidor, faixa de preço ou sugestões de presente, o que facilita a escolha de quem ainda está indeciso.

O WhatsApp serve para um atendimento mais personalizado, e as ferramentas de relacionamento, aliadas ao histórico de compras, ajudam a identificar preferências e novas oportunidades. Cardoso reforçou que esse lado mais humano da venda pode ser um diferencial.

“Essa conexão humana, principalmente nos pequenos negócios de Belo Horizonte, é muito presente. Os comércios de bairro estão cada vez mais fortes, e as pessoas buscam um vínculo afetivo, o de comprar do conhecido que mora no bairro. Isso ainda é muito forte, principalmente aqui em Minas Gerais, e por isso o varejo físico continua sendo a maior fonte de compra das pessoas”, argumentou o vice-presidente da CDL-BH.

Sobre o autor

Anderson Gonçalves

Jornalista desde 2002, especialista em Projetos Editoriais e campanhas políticas. Desde 2025 é repórter de economia e negócios no Diário do Comércio.


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