Dia das Crianças mobiliza 78% do comércio varejista de Minas Gerais
O período de compras para o Dia das Crianças, celebrado no dia 12 de outubro, irá mobilizar 78,2% das empresas do comércio varejista em Minas Gerais. Essa segue sendo uma das principais datas do calendário comercial. Além disso, 29,1% dos comerciantes projetam vendas superiores ao registrado no mesmo período do ano passado.
O estudo realizado pela área de pesquisa e inteligência da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio-MG) ainda demonstra que 26,5% dos entrevistados esperam estabilidade e 21,8% retração.
Entre os mais otimistas, 20,5% projetam crescimento de 5,01% a 10% na comparação anual e 11,6% disseram acreditar que o desempenho deve ficar entre 10,01% e 15%. Já entre aqueles que preveem queda, 31,3% apostam que o recuo será de 5,01% a 10% nas vendas e 26,6% estimam algo entre 10,01% e 15%.
O otimismo e a expectativa aparecem como os principais motivos para os empresários com previsão positiva, com 56,3% do público. Em seguida, aparecem o valor afetivo da data (34,5%), o aquecimento do comércio (16%), novos produtos (6,7%) e ações promocionais (5,9%). Já a equipe em desempenho e os preços mais acessíveis apresentaram 0,8% cada.
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Por outro lado, a queda do comércio é mencionada por 48,9% dos respondentes mais pessimistas como principal motivo para uma eventual queda das vendas. Além deste, também foi citado o endividamento do consumidor (25,6%), a crise econômica (23,3%) e o atual governo (15,6%). A concorrência com o canal on-line e o fato de o consumidor estar mais cauteloso aparecem empatados com 5,6%, seguido do ano eleitoral, com 2,2%.
A economista da Fecomércio-MG, Gabriela Martins, destaca que os resultados mostram um varejo atento a uma data que combina apelo emocional e potencial comercial, mas que também exige cuidado na tomada de decisão. “O empresário percebe a oportunidade, porém considera o ambiente de consumo e a capacidade de compra das famílias antes de ampliar estoques ou intensificar investimentos”, avalia.
Comportamento dos consumidores
A grande maioria (85,1%) dos empresários mineiros aposta que os consumidores concentrarão suas compras na semana do Dia das Crianças. Outros 12,4% esperam que as compras sejam realizadas de forma antecipada e 1,6% após a data comemorativa.
O Pix é apontado por 28% dos respondentes como a principal forma de pagamento utilizada pelos consumidores, seguida pelo cartão de crédito parcelado (27%), cartão de crédito à vista (23,9%) e cartão de débito (16,1%). Além destes, outros 3,7% citam o crediário e o carnê e 0,9% destacam o dinheiro físico.
No caso do tíquete médio esperado, as faixas predominantes são de R$ 70 a R$ 100 e de R$ 100 a R$ 200 por consumidor, ambas empatadas com 23,6%. Já 14,3% dos comerciantes projetam algo entre R$ 50 e R$ 70, enquanto outros 14% esperam de R$ 30 a R$ 50 por cliente na data.
A especialista avalia que a concentração das compras na semana da data reforça a importância de o comércio estar preparado para responder rapidamente ao aumento da demanda. “O consumidor pode deixar a decisão para os últimos dias, mas espera encontrar disponibilidade, facilidade de pagamento e uma experiência de compra simples”, acrescenta.
Ações do comércio para o período

A pesquisa ainda demonstra que entre as ações a serem adotadas para aquecer as vendas no período que envolve o Dia das Crianças, o atendimento diferenciado será a estratégia mais adotada, com 20,2% dos comerciantes. Outras iniciativas de destaque são a propaganda (17,1%), promoções e liquidações (15,8%) e marketing digital (11,5%). Lembrando que 19,9% não pretendem adotar quaisquer ações no período.
Quanto ao estoque, a maioria (64,6%) afirma que já está preparada, com todas as encomendas já recebidas; 28,6% ainda não receberam todas as encomendas e 6,5% não realizaram pedidos. Entre os motivos para ainda não ter feito os pedidos, 45,5% mencionam a baixa expectativa de demanda e 27,3% garantem que farão os pedidos mais próximo da data. A dificuldade de acesso ao crédito, de encontrar produtos e fornecedores, o endividamento do consumidor e a falta de necessidade pelo tipo de produto aparecem empatados com 4,5%.
Gabriela Martins avalia que o comportamento dos lojistas revela uma estratégia de equilíbrio entre oportunidade e prudência. “Em um período marcado por forte apelo emocional, o consumidor tende a valorizar a escolha do presente, mas o lojista precisa transformar essa intenção de compra em conversão. Atendimento, variedade, comunicação e condições de pagamento passam a ter um peso importante na decisão”, observa.
Produtos mais vendidos no Dia das Crianças e canal digital
Na visão dos comerciantes mineiros, os brinquedos e as roupas serão os produtos de maior saída durante as vendas para o Dia das Crianças, com 23,1% e 17,2%, respectivamente. Os demais itens são as balas e doces (10,7%), os calçados (8%), as carnes (3,8%), bebidas (3,5%), bijuterias e outros artigos (2,4%), bicicletas e patinetes (2,1%) e eletroeletrônicos (1,3%).
A maioria (66,5%) dos lojistas de Minas Gerais não pretendem realizar vendas on-line, contra 33,5% que pretendem apostar no canal digital. Entre as opções, o WhatsApp é o mais popular, com 81,5% dos respondentes; seguido pelas redes sociais (25%); marketplaces (8,3%), site próprio (6,5%) e Instagram (1,9%).
Quanto à participação das vendas on-line em todos os canais de venda, 20,4% relataram percentual de 15,01% a 20% do total; 18,5% disseram que elas respondem por algo entre 10,01% e 15% das vendas. Outros 14,8% relataram uma participação de até 5%, e 12% dos varejistas disseram que está entre 20,01% a 25% do total de vendas.
A economista ressalta que, mais do que uma extensão da loja física, o ambiente digital aparece como parte da jornada de compra do consumidor. “O destaque do WhatsApp mostra que conveniência e contato direto continuam sendo importantes para o consumidor. Para o varejo, isso significa estar disponível no canal em que a decisão de compra efetivamente acontece”, afirma.
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