Agronegócio

Preço das frutas mais vendidas cai até 17% na CeasaMinas em janeiro, aponta Conab

Banana lidera queda em Belo Horizonte, enquanto maçã e algumas hortaliças registram alta nos valores
Preço das frutas mais vendidas cai até 17% na CeasaMinas em janeiro, aponta Conab
Foto: Adobe Stock

O preço do quilo de quatro das cinco frutas mais vendidas na CeasaMinas, em Belo Horizonte, caiu em janeiro deste ano na comparação com dezembro do ano passado. A maior queda (-17,21%) encontrada foi a banana, cujo valor passou de R$ 4,20 para R$ 3,48. Já entre as hortaliças, a maior parte dos itens teve alta na Capital.

Os dados foram apurados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, e fazem parte do 2º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta quarta-feira (25).

De acordo com o documento, ainda em BH, houve diminuição de preço na laranja (-1,85%), no mamão (-4,71%) e na melancia (-5,68%). “O resultado satisfatório ocorreu devido à maior oferta de frutas como o mamão da variedade formosa, decorrente da época e do aumento das temperaturas, e a banana, com destaque para a banana nanica, com maior produção no início do ano”, informa a Conab.

Infografia: Diário do Comércio/ Anderson Rocha

No mês de janeiro, apenas a maçã registrou alta (7,42%) na CeasaMinas, em Belo Horizonte. O motivo do aumento dos preços, segundo o documento, está na finalização dos estoques da fruta contidos nas câmaras frias catarinenses e gaúchas, além da queda da oferta da maçã eva paranaense e a passagem do pico de oferta paulista, que abasteceu principalmente a central de abastecimento goiana, paulistana e campineira.

“O aumento de preços só não foi mais elevado por causa da menor demanda, principalmente no início do mês (período pós-festas), e da concorrência com as frutas de fim de ano (frutas de caroço), mais incisivamente o pêssego, a ameixa e a nectarina. Parte dessas frutas é produzida no Brasil e a colheita se inicia justamente no fim do ano, vindo a terminar no início do outro ano”, completa o relatório.

Segundo a Conab, o aumento nos preços da maçã foi encontrado em nove dos 10 postos pesquisados: Ceagesp, em São Paulo, e Ceasa de BH, além de Campinas (SP), Vitória (ES), São José (SC), Goiânia (GO), Recife (PE), Fortaleza (CE) e Rio Branco (AC). Somente na Ceasa do Rio de Janeiro houve queda do preço do quilo da maçã: -0,10%.

Ainda sobre as frutas, o boletim do Prohort anotou que, em janeiro deste ano, o Brasil exportou 98,44 milhões de toneladas do alimento, uma queda de 12% em relação a janeiro de 2025. O faturamento foi de U$S 112 milhões, valor 4,4% maior do que o registrado no mesmo mês de 2025.

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Preços das hortaliças tiveram variação para cima

Em relação às hortaliças, apenas os preços do quilo da batata e da cebola caíram na CeasaMinas em janeiro deste ano na comparação com dezembro de 2025. Os outros três tipos encareceram: alface, cenoura e tomate. Veja abaixo:

Infografia: Diário do Comércio/ Anderson Rocha

De acordo com a Conab, a queda nos preços da batata é explicada pela maior oferta do produto, “impulsionada pela safra das águas que contribui para o abastecimento do mercado e para a manutenção das cotações em patamar reduzido”. Já no caso da cebola, segundo o relatório, a diminuição nas cotações é “incomum para a época” e foi motivada pela oferta maior de produção em Santa Catarina, que cresceu 115% em relação a dezembro de 2025.

Entre as altas de preços, o valor maior para o alface é explicado pelas chuvas nas regiões produtoras: as águas dificultam a colheita e provocam perdas no campo, além de comprometer a qualidade e reduzir a vida útil da hortaliça. Quanto à cenoura, a alta ocorreu devido à redução na oferta da raiz, que apresentou queda de 9%.

Por fim, o preço do tomate subiu por causa da redução das áreas com frutos em ponto de colheita, o que resultou em menor volume comercializado na maioria das Ceasas, pressionando os valores para cima.

Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort)

Reprodução/ Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort)

O Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) é produzido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

No País, além de BH, a Conab levanta os preços do Ceagesp, em São Paulo; e do Ceasa nas cidades do Rio de Janeiro, Campinas (SP), Vitória (ES), São José (SC), Goiânia (GO), Recife (PE), Fortaleza (CE) e Rio Branco (AC).

Como método, a Conab pesquisa os preços do quilo das cinco frutas e das cinco hortaliças mais comercializadas nos postos citados.

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