Comércio mineiro já prepara contratações para atender demandas de Black Friday e Natal

Previsão é ter muitas vagas abertas nos comércios de BH e região para atender o aumento do movimento de fim de ano
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Comércio mineiro já prepara contratações para atender demandas de Black Friday e Natal
Foto: Diário do Comércio / Arquivo / Charles Silva Duarte

A Black Friday deixou de ser uma data promocional e já se consolidou no calendário como uma data já esperada pelos consumidores. Considerada pelos varejistas como um “aquecimento” para a melhor data comercial do ano, o Natal.

E para conseguir atender bem o cliente, os lojistas de Belo Horizonte e região estão buscando reforçar seus times com contratações temporárias, que podem se tornar permanentes.

A maior demanda de profissionais, segundo o economista da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais (FCDL-MG), Vinícius Carlos Silva, é por vendedores, mas outras vagas serão abertas no período.

“Cerca de 63% dos empregos temporários são para vendedores, 16,7% operadores de caixa, 13,3% estoquistas e 10% atendentes”, diz Vinícius Carlos.

O economista indica que, além da chance de poder fazer um dinheiro extra para o fim de ano, o emprego temporário pode ser uma vitrine para o trabalhador ser efetivado e começar o novo ano com um emprego formal. Cerca de 21% dos trabalhadores de fim de ano acabam seguindo nas empresas após as festas de fim de ano.

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“Se trabalhar bem, mostrar que tem competência, a pessoa fica. Isso é um dado importante porque é como se você estivesse mostrando para a empresa que pode crescer junto com eles”, completa Silva.

Exemplo concreto do que disse o economista da FCDL-MG sobre a necessidade de trabalhadores nesta época do ano é o ímpeto da loja de brinquedos Brinkel, tradicional em Belo Horizonte, que já definiu que terá reforços para o fim do ano.

O dono da Brinkel, no bairro Padre Eustáquio, na região Noroeste de Belo Horizonte, Altair Rezende, afirmou que seu foco será ter mais vendedores, pois tem como meta vender pelo menos o mesmo volume do ano passado. “Creio que vou precisar de seis a dez pessoas, entre vendedores e atendentes para embrulhos. Natal é a nossa melhor data do ano, mas já tivemos um incremento no Dia das Crianças e esperamos algo bom para a Black Friday”, diz.

Antecipação

Outro movimento desta época do ano pode ser o de antecipação nas contratações para se ter tempo de treinamento e adequação às metas e objetivos das lojas. A presidente do Polo Moveleiro de Belo Horizonte, Eliana Reis, conta que os lojistas de móveis que reforçaram seus times anteciparam as novas contratações e vão manter os colaboradores, pelo menos, até o Natal.

“Os contratados para a Black Friday deverão ser mantidos para o Natal. Acredito que, pelo termômetro atual das vendas, as contratações serão bem mais tímidas este ano. Mas a maior demanda será de vendedores e influencers para ajudar nas vendas”, declara.

Efeito 5 x 2

Os lojistas e comerciantes varejistas em geral terão de lidar com outro desafio, pois, em breve, será iniciada a implantação da escala 5×2 para várias categorias que tinham vigente o modelo 6×1.

Todavia, segundo o presidente do Sindicato dos Lojistas de Belo Horizonte e Região (Sindilojas BH & Região) e fundador da Klus Alfaiataria, Salvador Ohana, os vendedores, que têm como maior meta as comissões para incrementar o salário, podem perder dinheiro com a nova escala, já que terão de folgar obrigatoriamente. Ohana disse que irá contratar, mas terá de tomar algumas precauções com a nova regra.

“Nós vamos contratar caixas e vendedores, mas teremos de fazer ajustes. Porque a partir do dia 16 de dezembro vai entrar a nova regra do 5 x 2. E aí o que vai acontecer? Nós vamos ser obrigados a dar duas folgas por semana. E os vendedores que são comissionados estão reclamando porque, no mês de dezembro, com mais movimento, terem que folgar dois dias na semana pode fazê-los perder muitas vendas”, opina.

A implementação da redução da jornada de 44 para 40 horas terá uma transição de até 14 meses. A exceção são os trabalhadores terceirizados da administração pública, que terão uma regra de transição diferenciada.

Para todos os demais trabalhadores, as empresas terão que garantir a escala 5×2 em até 60 dias, contados a partir de hoje (16), assim como a redução da jornada para 42 horas semanais. Doze meses após essa primeira redução, a jornada cai para 40 horas. (Com informações da Agência Brasil)

Sobre o autor

Anderson Gonçalves

Jornalista desde 2002, especialista em Projetos Editoriais e campanhas políticas. Desde 2025 é repórter de economia e negócios no Diário do Comércio.


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