Confiança da indústria mineira sobe 4,7 pontos, mas mantém pessimismo há 23 meses

Icei-MG chega a 48 pontos em outubro, enquanto índice de expectativas supera a marca de 50 pontos após oito meses de pessimismo
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Confiança da indústria mineira sobe 4,7 pontos, mas mantém pessimismo há 23 meses
Foto: Reprodução/ Adobe Stock

O Índice de Confiança do Empresário Industrial de Minas Gerais (Icei-MG) cresceu 4,7 pontos em outubro, atingindo 48 pontos, ante 43,3 em setembro. Apesar da alta, o indicador permaneceu abaixo da marca de 50 pontos pelo 23º mês consecutivo, sinalizando pessimismo dos empresários em relação ao cenário econômico. O levantamento foi divulgado nesta sexta-feira (16) pela Gerência de Economia da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). O resultado geral é fruto da análise de dois subíndices: condições atuais e expectativas (veja mais detalhes abaixo).

Apesar da avaliação dos industriais sobre as condições atuais da economia brasileira e de seus próprios negócios continuar desfavorável, por outro lado, as expectativas para os próximos seis meses, segundo a Fiemg, voltaram a indicar otimismo.

“A melhora da confiança dos industriais mineiros entre setembro e outubro ocorreu em um contexto de maior definição do cenário político, após o primeiro turno das eleições, o que pode ter contribuído para reduzir parte das incertezas em relação aos próximos meses. Contudo, a avaliação das condições atuais permaneceu desfavorável, refletindo um ambiente ainda marcado por juros elevados, inflação acima do teto da meta e preocupações com a situação fiscal”, avalia o economista-chefe da Fiemg, João Gabriel Pio.

No panorama externo, conforme a entidade, persistem as incertezas relacionadas à política comercial dos Estados Unidos e às tensões geopolíticas no Oriente Médio. “As oscilações nos preços do petróleo e de outras commodities, associadas a esse cenário, podem pressionar os custos de produção da indústria”, destaca a Fiemg.

Indicador mineiro avança pouco mais de meio ponto em um ano

Na comparação com outubro de 2025, quando o índice registrou 47,3 pontos, houve elevação de 0,7 ponto. O indicador ficou 4 pontos abaixo de sua média histórica, de 52 pontos, sinalizando que a confiança segue inferior ao padrão observado ao longo da série.

No Brasil, o Icei avançou 1,3 ponto: de 44,9 pontos em setembro para 46,2 pontos em outubro, mas permaneceu em terreno de falta de confiança pelo 22º mês consecutivo.

Expectativas superam 50 pontos após oito meses de pessimismo

O Icei é composto por dois subíndices: de condições atuais e de expectativas, ambos variando de 0 a 100 pontos. Valores acima de 50 pontos indicam percepção positiva sobre a situação atual em relação aos seis meses anteriores e otimismo para os próximos seis meses, enquanto valores abaixo sinalizam percepção negativa e pessimismo.

O índice de condições atuais ficou estável entre setembro e outubro, marcando 39,1 pontos. O resultado revelou que os empresários continuam avaliando de forma desfavorável o ambiente econômico do País e do Estado, assim como a situação de seus próprios negócios. Na comparação com outubro de 2025 (43,8 pontos), houve queda de 4,7 pontos do índice.

O indicador de expectativas, por sua vez, atingiu 52,4 pontos em outubro, ultrapassando a fronteira dos 50 pontos, após oito meses consecutivos abaixo desse patamar. O índice aumentou 6,9 pontos em relação a setembro (45,5 pontos) e 3,4 pontos frente a outubro de 2025 (49 pontos). O resultado mostrou uma visão otimista dos industriais para os próximos seis meses.

Por meio de uma análise ponderada entre os dois subíndices, a Gerência de Economia da Fiemg afirma ter chegado ao Icei de 48 pontos em Minas, em outubro.

Sobre o autor

Daniel de Andrade

Repórter do Diário do Comércio. Graduado em Jornalismo pela PUC Minas, com experiência em comunicação corporativa. 2º lugar no prêmio Adep-MG de jornalismo 2026


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