Economia

Para fazer caixa, Correios coloca prédio de R$ 8 milhões à venda em Belo Horizonte; saiba mais

Estatal quer usar a venda dos imóveis para fazer caixa e reduzir o rombo, que passa dos R$ 10 bilhões; imóvel na Capital fica no Floresta
Para fazer caixa, Correios coloca prédio de R$ 8 milhões à venda em Belo Horizonte; saiba mais
CRÉDITO: Correios/Divulgação

Os Correios iniciaram, nesta quinta-feira (12), o primeiro leilão de imóveis próprios, uma forma de fazer caixa e reduzir o rombo na estatal, que passa dos R$ 10 bilhões. A empresa disponibilizou para venda imediata 21 imóveis, localizados em 11 estados: Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo. Os leilões de imóveis classificados como ociosos pela empresa integram a primeira etapa do plano de reestruturação financeira dos Correios.

Uma das estruturas prediais à venda está em Belo Horizonte. Mais precisamente no número 1.909 da Avenida do Contorno, no bairro Floresta, na região Leste da Capital. De acordo com a estatal, o imóvel tem valor inicial para ser negociado de R$ 8,3 milhões.

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A estimativa da direção dos Correios é de que os leilões reduzam os custos de manutenção dos imóveis ociosos e arrecadem até R$ 1,5 bilhão para investimento na própria empresa. A empresa prepara, ainda para este primeiro semestre, a venda de outros bens ociosos localizados em vários estados.

Como é a estrutura do prédio

O prédio tem 554 mil m² de área total e 3.069 m² de área construída. A edificação tem dois subsolos de garagem e outros oito pavimentos de uso comercial variável. O valor inicial avaliado era de R$ 9,3 milhões, mas houve um desconto para o valor atual, com o intuito de atrair compradores.

Em nota, os Correios esclareceram que as vendas dos imóveis ociosos “não trazem qualquer impacto à prestação de serviços à população.”

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Ao todo, a infraestrutura da empresa em todo o País conta com mais de 10.350 unidades de atendimento, considerando agências próprias e outros pontos de atendimento de parceria. Há ainda 1,1 mil unidades de distribuição e tratamento, que são os centros logísticos onde as encomendas e cartas são processadas após a postagem e antes da entrega final.

Leilões digitais

Os Correios selecionaram terrenos, prédios administrativos, antigos complexos operacionais, galpões, lojas e apartamentos funcionais para os leilões públicos. Em alguns casos, parte do imóvel ou terreno pode estar ocupada por terceiros e a desocupação será por conta do futuro comprador.

A estatal esclarece que os leilões são 100% digitais e estão abertos a pessoas físicas e jurídicas. Os leilões ocorrerão às 14h do dia 26 de fevereiro, no horário de Brasília.

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Os lances iniciais dos imóveis leiloados variam de R$ 19 mil a R$ 11 milhões, o que deve permitir o acesso de investidores de diferentes perfis, dizem os Correios.

Os leilões serão realizados sob a modalidade de lances sucessivos. Isso significa que, caso não haja lances pelo valor inicial, o preço será reduzido imediatamente durante o evento.

Pelo edital, o arrematante do bem terá até 60 dias para o pagamento.

O cidadão interessado em participar deve se cadastrar no site da empresa leiloeira. Após aprovado o cadastro, basta se habilitar no respectivo leilão da plataforma.

Informações sobre os leilões

As informações sobre os leilões, incluindo editais públicos, descrição detalhada dos lotes com fotos, condições de participação e cronograma atualizado, estão disponíveis na página eletrônica dos Correios e no site da empresa leiloeira, a Vip Leilões.

Nos dois sites, os interessados podem procurar os imóveis por tipo, localização, faixa de preço e data do leilão.

Para mais informações, o horário de atendimento pode ser feito pelo Whatsapp (11 3777-5942), de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, e por e-mail: [email protected].

Crise gigantesca

Os Correios identificaram déficit estrutural superior a R$ 4 bilhões anuais, patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões e prejuízo acumulado de R$ 6,057 bilhões até setembro de 2025, além da queda acentuada nos indicadores de qualidade e liquidez. Os dados totais de 2025 ainda não foram consolidados.

Em dezembro, os Correios anunciaram a captação de R$ 12 bilhões em crédito para custear as ações do plano de reestruturação voltado à estabilização emergencial da empresa.

Como parte deste mesmo plano de reestruturação financeira, os Correios também anunciaram o fechamento de mil agências e um Plano de Desligamento Voluntário com a expectativa de adesão de até 15 mil empregados.

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