Déficit previsto para Minas dobra e chega a R$ 10,5 bilhões no orçamento de 2027; entenda
O déficit previsto nas contas públicas de Minas Gerais para 2027 subiu para R$ 10,51 bilhões, o dobro do rombo projetado para o orçamento de 2026 (R$ 5,22 bilhões). O novo valor foi apresentado pelo governador Mateus Simões (PSD) em uma mensagem encaminhada à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nessa quarta-feira (14), com a revisão do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) do próximo ano, que foi reajustado em R$ 1,64 bilhão (veja abaixo).
O cenário atual representa uma deterioração das contas públicas em relação ao orçamento de 2026, para o qual havia sido projetado um déficit de R$ 5,22 bilhões. Na comparação entre as duas estimativas orçamentárias, o rombo previsto para o próximo ano é R$ 5,29 bilhões maior, uma alta de aproximadamente 101%.
Governo afirma que gastos com dívida, saúde e educação pressionam orçamento
A nova estimativa do PLOA também corresponde a um aumento de R$ 1,64 bilhão em relação à previsão encaminhada em setembro, quando o governo estadual calculava um déficit de R$ 8,87 bilhões. A revisão, segundo a ALMG, ocorreu pelo aumento das despesas projetadas, que passam de R$ 153,87 bilhões para R$ 155,5 bilhões, enquanto a estimativa de arrecadação permaneceu em R$ 144,99 bilhões.
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Entre os fatores apontados pelo governo para a pressão sobre os gastos estão as despesas constitucionais com saúde, educação e amparo e fomento à pesquisa, além dos juros e da amortização da dívida pública.
LOA ainda precisa passar pela Assembleia de Minas
Ainda segundo a Assembleia, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2027, sancionada em agosto deste ano, previa a receita total do Estado para o próximo ano de R$ 142,79 bilhões e despesa total de R$ 150,46 bilhões, projetando um déficit de R$ 7,67 bilhões.
Enquanto a LDO define as metas, prioridades e regras que vão orientar o governo no ano seguinte, a Lei Orçamentária Anual (LOA) estima as receitas e fixa as despesas do Orçamento Fiscal do Estado e Orçamento de Investimento das empresas controladas pelo Estado para o exercício de 2027.
A proposta ainda precisa tramitar na Assembleia Legislativa.
Procurada pelo Diário do Comércio para explicar os fatores que contribuíram para a duplicação da previsão de déficit nas contas públicas de Minas Gerais em um ano, a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG) não se manifestou até o fechamento desta reportagem. O espaço permanece aberto.
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