Etanol lidera queda em maio com recuo de 5,6%
Rio de Janeiro – O etanol hidratado teve a maior queda entre os combustíveis monitorados em maio pela Veloe/Fipe, em um movimento de acomodação após elevações expressivas registradas entre março e abril. Levantamento do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), mostra recuo de 5,6% no mês no preço do etanol, para média nacional de R$ 4,488 por litro.
A retração foi disseminada entre os combustíveis e interrompeu a trajetória de alta observada em abril. Além do etanol, o diesel comum e o diesel S-10 caíram 3,3% no período. As gasolinas comum e aditivada recuaram 1%, enquanto o GNV foi o único a subir: 0,3%.
Entre os Estados, o Distrito Federal registrou a maior queda do etanol hidratado em maio (-10,0%), com preço médio de R$ 4,528 por litro. Na sequência aparecem São Paulo (-7,2%; R$ 4,200), Minas Gerais (-6,0%; R$ 4,522), Paraná (-5,1%; R$ 4,534) e Mato Grosso (-4,9%; R$ 4,418).
Na média nacional, os preços de maio ficaram em R$ 7,218 por litro para o diesel S-10, R$ 7,135 para o diesel comum, R$ 6,889 para a gasolina aditivada, R$ 6,752 para a gasolina comum, R$ 4,574 para o GNV e R$ 4,488 para o etanol hidratado.
Apesar do alívio nos preços em maio, os combustíveis fósseis seguem acumulando aumentos relevantes em 2026 e em 12 meses, em um ambiente de volatilidade do petróleo, incertezas ligadas ao conflito no Oriente Médio e dinâmica de repasse aos postos.
De janeiro a maio, o diesel S-10 lidera a alta (+16,8%), seguido do diesel comum (+16,6%), gasolina comum (+7,5%), gasolina aditivada (+7,2%) e etanol (+0,3%); o GNV é o único em queda (-1,6%). Em 12 meses, o diesel S-10 sobe 16,1% e o diesel comum, 15,7%, enquanto a gasolina comum avança 6,1%, a aditivada 5,9% e o etanol 2,6%; o GNV recua 4,9%.
A Fipe associa a queda mais intensa do etanol à entrada mais forte da safra no Centro-Sul, o que elevou a oferta e ampliou a competitividade do biocombustível frente à gasolina em parte dos mercados regionais.
“Maio trouxe um movimento importante de acomodação dos preços, especialmente no etanol, impulsionado pelo avanço da safra e pela ampliação da oferta. Ainda assim, diesel e gasolina permanecem em patamares elevados no acumulado do ano, mostrando que os efeitos das pressões internacionais sobre energia continuam presentes no mercado brasileiro”, disse em nota o CEO da Veloe, André Turquetto.
Na leitura semanal, o etanol renovou a mínima do ano na semana de 23 de maio, ao atingir R$ 4,40 por litro, após uma sequência de recuos iniciada na segunda quinzena de abril. Diesel S-10 e gasolina comum também mostraram acomodação gradual ao longo de maio, mas seguem acima do nível observado no começo do ano.
Reportagem distribuída pela Estadão Conteúdo
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