Fusões e aquisições de até R$ 100 milhões foram a maioria no primeiro semestre

No período, houve a concretização de 267 transações, destas 162 eram de menor porte
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Fusões e aquisições de até R$ 100 milhões foram a maioria no primeiro semestre
No período, Minas Gerais contabilizou 13 operações, num total de R$ 421 milhões | Foto: Reprodução Adobe Stock

As operações de fusões e aquisições com valores de até R$ 100 milhões representaram mais de 60% do total dos negócios com valores divulgados, no primeiro semestre deste ano, segundo pesquisa realizada pela KPMG. No período, houve a concretização de 267 transações, destas 162 eram de menor porte.

Se compararmos com o primeiro semestre do ano passado, houve uma queda de 25% na quantidade de operações de menor valor. Nos primeiros seis de meses de 2025, foram divulgadas 334 transações com valores divulgados, sendo 217 de até R$ 100 milhões.
“Mesmo em um ambiente macroeconômico ainda marcado por juros em patamar restritivo, incertezas fiscais em ano eleitoral e maior volatilidade externa, as transações envolvendo ativos de menor valor permanecem aquecidas. Essas movimentações são destaques devido aos investimentos, principalmente, em startups e fintechs, associados ao avanço da inteligência artificial e da digitalização”, analisa o sócio da KPMG, Paulo Guilherme Coimbra.

Das movimentações de menor porte anunciadas este ano, as principais foram as seguintes: Beepay, uma startup brasileira que desenvolveu tecnologia de checkout autônomo levantou R$ 2 milhões em uma rodada de investimentos liderada pela Comunitá, e com participação da Sicredi, Acate Invest e Ventiur; e a Oxus Finance, uma fintech especializada em pagamentos transfronteiriços, captou cerca de R$ 12 milhões em uma rodada de investimentos liderada pela Echo3 Participações, com participação da Underblock, Boost Research, Defiers e investidores anjos como Ernani Assis.

Destaques

Sobre os 12 setores envolvidos nas transações na faixa dos R$ 100 milhões no mesmo período, os três maiores foram os seguintes: imobiliário, com 42; tecnologia, mídia e telecomunicações, com 39; e serviços financeiros, com 19.

Já com relação aos estados em que esses negócios ocorreram (17 localidades), a maioria foi realizada por empresas localizadas em São Paulo, com 90 operações de até R$ 100 milhões, que totalizaram R$ 3,1 bilhões; Rio de Janeiro, com 14, e R$ 522 milhões; e Minas Gerais com 13, R$ 421 milhões.

Das 162 operações com valores de até R$ 100 milhões anunciadas no primeiro semestre deste ano, 86 foram do tipo estratégica (o comprador atua no setor ou se beneficiará de forma operacional da empresa-alvo) e 76 realizadas por fundos de private equity e venture capital (o investidor adquire uma participação ou totalidade de uma empresa, para futuramente vender por um valor superior ao pago por ele).

“Fundos de private equity e venture capital têm direcionado investimentos para empresas ligadas à transformação tecnológica um mercado que cresce com a demanda por soluções digitais capazes de automatizar processos, reduzir custos e contribuir para a preservação das margens”, conclui.

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