Infraestrutura energética amplia capacidade do Centro-Oeste de Minas para receber novos investimentos

Há novas estruturas de abastecimento elétrico e o avanço da distribuição de gás natural canalizado na região mineira
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Infraestrutura energética amplia capacidade do Centro-Oeste de Minas para receber novos investimentos
A primeira subestação da Cemig instalada em Santo Antônio do Monte entrou em operação com investimento de R$ 29,2 milhões | Foto: Divulgação Prefeitura de Santo Antônio do Monte

A disponibilidade de energia em escala industrial passou a ocupar um novo patamar no Centro-Oeste de Minas Gerais com a entrada em operação de novas estruturas de abastecimento elétrico e o avanço da distribuição de gás natural canalizado na região. Os investimentos apoiados pela Agência de Desenvolvimento Novo Oeste e o Sebrae Minas ampliam a capacidade de atendimento para atividades de maior demanda energética e abrem espaço para novos projetos produtivos em um território com forte presença industrial.

Um dos avanços mais relevantes ocorreu em Divinópolis, que passou a integrar a rede de distribuição de gás natural canalizado da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig). Inaugurada em novembro de 2025, a linha-tronco do Gasoduto Centro-Oeste tem cerca de 110 quilômetros (Km) de extensão e conecta à rede oito novos municípios: Divinópolis, Itaúna, Mateus Leme, Juatuba, Igarapé, Sarzedo, São Joaquim de Bicas e Betim.

O projeto completo prevê, aproximadamente, 300 km de tubulações e investimento superior a R$ 800 milhões. A expectativa da companhia é atender cerca de mil novos clientes industriais e comerciais, com consumo estimado em 230 mil metros cúbicos de gás natural por dia.

Para a indústria, a nova fonte energética amplia as alternativas para processos produtivos que demandam calor e consumo intensivo de energia, especialmente em segmentos como metalurgia e siderurgia, que integram a base econômica de Divinópolis e de municípios do entorno.

O presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) – Regional Centro-Oeste, Eduardo Soares, destaca que a chegada de uma infraestrutura qualificada cria condições para que empresas avaliem expansões e para que novos empreendimentos considerem a região em seus planos de investimento.

“Para quem já está em Divinópolis, isso significa ter melhores condições para crescer, ampliar a produção. E, para quem está avaliando onde instalar um novo negócio, contar com uma infraestrutura como essa torna o município mais atrativo e fortalece nossa capacidade de receber novos investimentos”, destaca.

Oferta de energia

O sistema elétrico também ganhou reforços, com um investimento de R$43,6 milhões, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), iniciou em fevereiro deste ano, a operação da Subestação Divinópolis 3. Com capacidade instalada de 50 MVA (Megavolt-Ampère), o empreendimento atende Divinópolis, Carmo do Cajuru e São Gonçalo do Pará, incluindo complexos industriais ampliando a confiabilidade e a capacidade do sistema para acompanhar novas demandas.

Para o presidente da Agência Novo Oeste, Leo Gabriel, os esforços para ampliar a infraestrutura da cidade colocam o território em um patamar diferenciado. “Quando uma empresa avalia onde investir ou ampliar sua operação, ela precisa encontrar condições para crescer com segurança. Energia, logística, disponibilidade de insumos e uma base empresarial já estruturada reduzem gargalos e aumentam a previsibilidade do investimento. O Centro-Oeste vem fortalecendo justamente esses fatores, ao mesmo tempo em que já possui uma economia diversificada e cadeias produtivas consolidadas”, explica.

Santo Antônio do Monte

O município também avançou na infraestrutura elétrica. A primeira subestação da Cemig instalada na cidade entrou em operação com investimento de R$ 29,2 milhões e capacidade para beneficiar cerca de 50 mil clientes da cidade e do entorno. Com esse avanço, a segurança do fornecimento de energia garante a redução da dependência de instalações localizadas em outros municípios e cria maior suporte para o crescimento da demanda por energia.

A capacidade adicional é especialmente relevante em uma cidade que concentra uma cadeia industrial intensiva. O município possui cerca de 65 empresas ligadas à pirotecnia, responsáveis por aproximadamente 10 mil empregos diretos e indiretos, segundo dados divulgados pela Prefeitura em 2025. Além disso, Santo Antônio do Monte é famosa por sua produção de fogos de artifício que responde por cerca de 90% da produção nacional.

Dados da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico revelam que o Produto Interno Bruto (PIB) do município cresceu 19% no último ano e, pela primeira vez, superou R$1,1 bilhão.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Farias, destaca ainda que entre os investimentos recentes estão também a estruturação de dois distritos industriais, um destinado a empreendimentos de menor porte, dentro da área urbana, e outro voltado a indústrias de maior porte, fora da cidade.

O DIÁRIO DO COMÉRCIO, em parceria com o Sindijori-MG, mantém um espaço de interação com os municípios mineiros através de seus veículos associados. A coluna Integra Minas é publicada às sextas-feiras e tem o objetivo de aproximar questões que impactam o ambiente econômico e empresarial do Estado em uma via de mão dupla, trazendo e levando informações criando uma rede que “Integra Minas”.

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