Preço do feijão sobe até 31% e volta a pressionar orçamento na Grande BH
O feijão voltou a pressionar o orçamento das famílias na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Em fevereiro deste ano, o feijão carioca Xap 1kg registrou alta de 31,63% em comparação a dezembro de 2025, com o preço médio passando de R$ 5,28 para R$ 6,95. As informações são de levantamento do site Mercado Mineiro, realizado entre 18 e 20 de fevereiro, em nove supermercados e atacarejos da RMBH.
Outras marcas também apresentaram aumento expressivo no período:
- o Feijão Carioca Turamã 1kg subiu 25,02% (de R$ 5,53 para R$ 6,91);
- o Galante 1kg avançou 23,56% (de R$ 9,07 para R$ 11,21);
- o Melhor 1kg teve alta de 21,51% (de R$ 5,58 para R$ 6,78);
- o Tryumpho 1kg aumentou 18,06% (de R$ 6,34 para R$ 7,49);
- e o Pachá 1kg subiu 18,02% (de R$ 5,85 para R$ 6,90).
Para o economista da plataforma Mercado Mineiro, Feliciano Abreu, a sequência de reajustes ocorre em um dos principais itens da cesta básica e amplia o impacto direto sobre o consumo doméstico, já que o feijão está presente na base alimentar diária da população brasileira.
“Estamos em um período em que houve aumento do custo de produção e de colheita do feijão, ao mesmo tempo em que há demanda constante por esse item, já que é um produto de cesta básica, de primeira necessidade”, observa o economista.
Ele explica que um dos principais fatores que influenciaram a colheita foi a abundância de chuvas nos últimos meses. “Como é uma cultura rasteira, isso acaba interferindo no custo de colheita e principalmente na perda de produção”, avalia.
Fubá lidera diferença entre lojas
Se o feijão lidera a alta acumulada, o fubá apresentou a maior diferença de preço entre estabelecimentos. O fubá Yoki 1kg variou 159,9%, podendo ser encontrado de R$ 5,19 a R$ 13,49, dependendo do ponto de venda na RMBH.
Apesar da forte discrepância entre lojas, o preço médio do produto caiu 33,74% em relação ao levantamento anterior, passando de R$ 11,59 para R$ 7,68, o que para Abreu demonstra um movimento de ajuste após pico recente.
Diferenças acima de 100%
A pesquisa também identificou variações superiores a 100% para o mesmo produto na Grande BH. Entre os destaques estão:
- Pente de ovos vermelhos com 20 unidades: variação de 113,77% (de R$ 15,90 a R$ 33,99);
- Requeijão cremoso Itambé 220g: 107,80% (de R$ 5,77 a R$ 11,99);
- Molho de tomate Salsaretti 300g: 100,50% (de R$ 1,99 a R$ 3,99).
Outros itens com diferenças relevantes são o arroz Camil 5kg (53,79%), o leite integral Italac 1L (51,37%) e o queijo Minas padrão (50,51%).
Altas recentes na cesta
Além do feijão, outros produtos registraram aumento médio nos últimos dois meses. São eles:
- Molho de Tomate Salsaretti 300g: +19,88%;
- Pinho Sol 500ml: +19,13%;
- Óleo de soja Soya 900ml: +15,30%;
- Pente de Ovos Brancos com 20 unidades: +14,91%.
Alívio pontual
Por outro lado, a pesquisa também registrou queda no preço médio quando comparado a dezembro de 2025 nos seguintes itens:
- Leite integral Cemil 1L: -23,68%;
- Açúcar cristal Delta 5kg: -20,20%;
- Óleo de soja Vitaliv 900ml: -16,52%;
- Molho de tomate Fugini 300g: -16,50%;
- Açúcar cristal União 5kg: -15,51%.
Para Feliciano Abreu, a recomendação é que o consumidor da Grande BH pesquise entre estabelecimentos e marcas antes de fazer as compras. Assim, mesmo que alguns itens representem alta para o orçamento mensal, outros, com valores mais baixos, podem compensar no preço final da compra.
“O consumidor não deve se desesperar, mas deve comprar de acordo com o preço e a oferta, principalmente no caso do feijão, que tem variação de até 40% para a mesma marca. É preciso ficar de olho nas ofertas e comprar somente o necessário, embora o arroz acabe aliviando o aumento do preço do feijão”, finaliza.
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