Copasa fecha acordo para universalizar saneamento em 273 municípios de Minas até 2033

Termo assinado nesta terça-feira estabelece metas e prazos para a companhia, com fiscalização dos investimentos pelo Tribunal de Contas
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Copasa fecha acordo para universalizar saneamento em 273 municípios de Minas até 2033
Foto: Divulgação/ Copasa

Por meio da Associação Mineira de Municípios (AMM), as 273 cidades mineiras que já possuem contratos de abastecimento de água com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) assinaram, nesta terça-feira (18), acordo com a empresa e com o Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE-MG) para também receberem serviços de esgotamento sanitário.

Com isso, a Copasa precisará investir R$ 8 bilhões até 2033, o que garantirá a universalização do saneamento básico para mais de 21 milhões de habitantes no Estado, segundo o TCE-MG, órgão que ficará responsável por fiscalizar a aplicação dos recursos.

Conforme o Marco Legal do Saneamento, o Brasil precisa alcançar 99% da população com acesso à água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto até 31 de dezembro de 2033.

Os municípios que não cumprirem as metas e diretrizes para a universalização do saneamento básico poderão sofrer bloqueio total de recursos financeiros federais e ficar proibidos de obter empréstimos em bancos públicos, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa Econômica Federal.

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Acordo foi celebrado por entes

O presidente do TCE-MG, conselheiro Durval Ângelo, afirmou que o acordo foi possível após atuação conjunta do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) com o TCE-MG e que o termo garante segurança jurídica para prefeitos e prefeitas, já que contempla prazos e metas obrigatórios para cumprimento pela Copasa.

“Que a gente possa ter esses 273 municípios com saneamento completo, para o bem da população, para evitar doenças, preservar os recursos naturais e evitar a perda de verbas a partir de 2033”, disse Durval.

A presidente da Copasa, Marília Melo, falou sobre os desafios da universalização do saneamento em Minas Gerais e lembrou que “ter o esgoto tratado é um direito de todos”. “Falar de saneamento básico é falar de menos doenças, menor mortalidade infantil, mais saúde, qualidade de vida, capacidade de investimento e desenvolvimento ambiental”, completou.

Por fim, o presidente da AMM, Lucas Lopes, declarou que o acordo é benéfico por ter permitido que os municípios pudessem aderir aos contratos atuais “ao invés de fazer uma nova concessão, uma nova licitação, que acabaria onerando o serviço, e o reflexo disso iria pesar no bolso do cidadão”.

O Diário do Comércio procurou a Copasa para ter acesso ao cronograma inicial de operações e aguarda retorno.

Sobre o autor

Anderson Rocha

Repórter multimídia do Diário do Comércio desde 2025. Graduado em Jornalismo e pós-graduado em Comunicação Digital pela PUC Minas. Vencedor dos prêmios CNJ, Mercantil, Sebrae, CDL/BH e CBN de Jornalismo.

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