Redução de tarifa dos EUA para 10% resguarda 25% das exportações de Minas, diz Fiemg
Até então taxados em até 50% pelos Estados Unidos (EUA), alimentos, máquinas, equipamentos, dispositivos elétricos e produtos químicos brasileiros passaram, nesta terça-feira (24), a ter a tarifa reduzida para 10% após determinação da Casa Branca. A alteração tem sido avaliada de forma positiva. Nesta quarta-feira (25), a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) informou que a mudança resguarda 25% das exportações mineiras para o mercado norte-americano.
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A análise foi realizada pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da entidade, que levou em conta dados com base na média dos últimos cinco anos. De acordo com a Fiemg, a mudança reduz impactos potenciais sobre produtos estratégicos da pauta mineira, contribui para manter a competitividade da indústria do Estado, diminui parte das incertezas e evita perdas adicionais de competitividade.
“A confirmação da tarifa em 10% preserva uma parcela importante das exportações mineiras e contribui para manter condições mais equilibradas de concorrência no mercado norte-americano. Em um cenário internacional instável, decisões que evitam aumento adicional de custos são fundamentais para dar previsibilidade às empresas e proteger empregos”, afirmou o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe.
A entidade também declarou que seguirá acompanhando os desdobramentos da política comercial dos EUA e “defendendo o diálogo entre os países como caminho para assegurar estabilidade nas relações econômicas e condições justas de competição para a indústria mineira”.
Recuo de 15% para 10% evita aumento de tarifa
Na semana passada, a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou as tarifas aplicadas pelo presidente Donald Trump a diversos países, incluindo o Brasil. A decisão retirou a taxação que chegava a até 50% para alguns produtos brasileiros. Em resposta, o presidente informou que imporia uma nova tarifa global de 10% por 150 dias para substituir as cobranças derrubadas pela Justiça. Em seguida, Trump elevou o índice para 15%. Por fim, a Casa Branca voltou a alíquota para 10%.
Para a Fiemg, o recuo de 15% para 10% evita aumento de tarifa para diversos produtos brasileiros que já estavam submetidos à alíquota de 10%. “Caso a base tivesse sido elevada para 15%, haveria impacto direto sobre parte relevante da pauta exportadora mineira para os Estados Unidos”, informou a entidade.
Entre os principais produtos exportados por Minas Gerais ao mercado norte-americano nos últimos cinco anos (2021–2025) estão o ferrogusa, que somou US$ 4,55 bilhões no período e representa 24% da pauta do Estado para os EUA, o silício metálico, com US$ 718,39 milhões, e os quartzitos, que também integram o fluxo comercial.
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