Crédito: Manoel Evandro

A Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas) está propondo a criação de um pacto nacional para o enfrentamento da crise de saúde e econômica vivida atualmente em função da disseminação do novo coronavírus.

De acordo com o presidente da entidade, Aguinaldo Diniz Filho, o trabalho em conjunto deve envolver o governo, os empresários e a sociedade para que sejam criadas medidas que contribuam para minimizar os efeitos da pandemia.

De acordo com Diniz, os governos estão adotando diversas medidas e criando soluções para atender a demanda da saúde e da economia, porém, existe um limite, principalmente pelos governos federal, estaduais e municipais estarem enfrentando situações fiscais precárias. Por isso, o interessante seria a criação de um pacto nacional para enfrentamento dos desafios, que envolveria os governos, os empresários e a sociedade civil.

“O governo tem limites. Precisamos fazer o mercado voltar a girar em pontos essenciais, o que já é uma forma de ajudar a economia e os governos. Por isso, a ACMinas propaga por um pacto nacional entre governos, empresários e a sociedade civil. Para podermos sair dessa crise fortalecidos e maiores do que entramos. Mas é preciso racionalidade, solidariedade, senso de urgência e responsabilidade”, disse Diniz.

Ele explica que os governos vêm anunciando medidas como a postergação de prazos para pagamento de tributos, linhas de crédito para empresas, auxílio emergencial de renda, entre outros, mas estas ajudas têm limite. O pacto vem para que haja entendimentos de todos os brasileiros frente à guerra enfrentada e para que todos possam contribuir com ações e ideias.

“Sabemos que é uma batalha duríssima, precisamos preservar os empregos, mas será um sacrifício do empregado, do empregador e do governo. Vamos administrar o valor da folha de pagamento, vê o que cada parte pode contribuir, por exemplo. Nós brasileiros precisamos saber o que podemos fazer pelo País”, destacou.

Diniz também defende a ideia de uma retomada gradual das atividades econômicas que foram suspensas em função de medidas para contenção do coronavírus. Para ele, a retomada deve ocorrer de forma gradativa, com cautela e devem ser tomadas medidas que preservem a saúde dos trabalhadores e para que ocorra a redução da curva de contaminação pelo coronavírus.

A reabertura do comércio e de demais estabelecimentos que estão impedidos de manter o funcionamento é considerada fundamental para que a economia continue a girar, evitando o aumento do desemprego e da redução da renda.

Diniz explica que a ACMinas e os empresários mineiros estão vendo com grande preocupação a situação atual. Ainda conforme Diniz, a situação é de guerra em duas frentes: da saúde e da economia.