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Prefeitura de Montes Claros libera “caneta emagrecedora” pelo SUS

Para ter acesso à semaglutida em Montes Claros, o paciente precisa comprovar obesidade grave e ao menos uma comorbidade associada.

2 min de leitura
Pessoa aplica semaglutida em Montes Claros com injetor tipo caneta no abdômen
Foto: Magnific/Reprodução

Pacientes com obesidade grave podem solicitar semaglutida, a famosa caneta emagrecedora, em Montes Claros pelo SUS municipal a partir desta semana. A Prefeitura de Montes Claros divulgou os critérios de acesso no Diário Oficial na quarta-feira (23). 

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As diretrizes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica serviram de referência técnica para a Secretaria Municipal de Saúde na construção do protocolo.

A iniciativa ocorre no mesmo período em que o governo federal discute a incorporação das canetas emagrecedoras no SUS em escala nacional. A distribuição pelo Ministério da Saúde, porém, ainda depende da conclusão de um estudo em andamento no Rio Grande do Sul.

Quem pode ter acesso à semaglutida em Montes Claros

Para participar do programa, o paciente precisa morar no município, ter laudo médico que confirme obesidade grau II ou III, não ter respondido ao tratamento convencional anterior e apresentar ao menos uma comorbidade associada.

Seis condições de saúde habilitam o acesso, entre elas doenças cardiovasculares prévias, diabetes tipo 2, hipertensão arterial, apneia do sono, dislipidemia de difícil controle (alteração nos níveis de gordura no sangue) e esteatose hepática não alcoólica com fibrose (acúmulo de gordura no fígado em estágio avançado).

A obesidade é tratada no documento como doença crônica, com causas variadas e tendência a reaparecer após o tratamento, associada a condições como diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares.

O acesso não é liberado para fins estéticos. Casos sem os diagnósticos exigidos também ficam fora do programa.

Como conseguir o tratamento

O primeiro passo é procurar a Unidade da Estratégia de Saúde da Família (ESF) mais próxima da residência. Na unidade, o paciente passa por uma avaliação clínica com uma equipe multiprofissional, onde são apurados o histórico clínico e os tratamentos já realizados, além das possíveis contraindicações ao medicamento.

Para receber a prescrição, o paciente precisa se comprometer com mudanças nos hábitos alimentares e com a prática regular de exercício físico.

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