Agência Nacional de Mineração reorganiza estrutura com nova coordenação em Minas

Reestruturação busca padronizar processos e aumentar a eficiência na concessão de outorgas; setor adota cautela diante da mudança
Ouvir a matéria 0:00 / 0:00
Agência Nacional de Mineração reorganiza estrutura com nova coordenação em Minas
Crédito: ANM/Sinagências

A Agência Nacional de Mineração (ANM) publicou uma nova resolução que reestrutura parte de sua operação e cria, entre outras unidades, a Coordenação Regional de Outorga – Minas Gerais e o Serviço de Apoio Logístico – Minas Gerais. A medida, publicada no Diário Oficial da União do dia 28 de outubro, busca reorganizar o fluxo de análise de processos e padronizar procedimentos em todo o País, uma mudança relevante para o Estado que concentra o maior número de requerimentos minerários do Brasil.

A reestruturação nacional da agência prevê 14 coordenações regionais de outorga, que irão atuar de forma integrada sob um mesmo modelo de gestão, segundo o regimento interno disponível no portal da ANM.

Segundo a ANM, a criação das coordenações regionais faz parte de uma reorganização interna voltada à eficiência administrativa e à segurança jurídica. A nova estrutura redistribui funções dentro da Superintendência de Outorga de Títulos Minerários, responsável pelas concessões e autorizações para pesquisa e lavra.

“Com a medida, os gerentes regionais da ANM passam a se focar nos objetivos institucionais de representação no Estado, mantendo suas competências em decisões de outorga. Já a gestão e ordenação das atividades de análise processual foram centralizadas na Superintendência de Outorga”, informou a Agência.

Padronização e celeridade

Um dos principais objetivos é padronizar as análises de outorgas, que antes variavam conforme o estado. De acordo com a ANM, a centralização vai permitir uma distribuição mais equilibrada de demandas entre as regionais e o compartilhamento das melhores práticas técnicas, o que deve trazer mais agilidade e previsibilidade ao setor minerário.

“A padronização das análises impacta não só no nível regional, mas em toda a cadeia de decisões, estabelecendo ao mercado uma maior segurança jurídica. A centralização também possibilita realocar recursos entre regionais conforme a urgência e demanda”, destacou o órgão.

A nova estrutura não altera, porém, a autonomia da unidade mineira em relação às decisões. “As decisões ainda estão alocadas ao gerente regional, que é responsável pela percepção das especificidades locais”, reforçou a Agência.

Setor ainda adota postura cautelosa

Apesar da mudança estrutural, o Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra) avalia o momento com cautela. O presidente da entidade, Luis Márcio Vianna, afirma que o setor foi pego de surpresa com a reformulação, especialmente após recentes declarações da ANM sobre restrições orçamentárias.

“Ficamos surpresos, porque num momento a agência disse que não faria mais nada por falta de recursos, e de repente está reformulando sua estrutura. Consultamos o Ministério de Minas e Energia e, segundo nos informaram, é algo normal, então estamos considerando dessa forma”, disse.

Para o sindicato, ainda é cedo para avaliar os efeitos práticos da medida. “É difícil prever o que vai mudar. A agência precisa primeiro operar, mostrar o que vai fazer, para sabermos o que vai acontecer”, completou Vianna.

Sobre o autor

Ana Paula Moreira

Subeditora do portal Diário do Comércio desde 2025. Especialista em jornalismo esportivo pelo Centro Universitário UNA. Vencedora do Prêmio Petrobrás de Jornalismo.


Publicidade Legal

Impresso

Ver outras datas

Digital

Ver outras datas
Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas

Acessos importantes

Especial
Aos 94 anos, Diário do Comércio revisita as campanhas que ajudaram a moldar Minas