Golpistas prometem liberar restituição do Imposto de Renda; saiba se proteger

Criminosos usam mensagens falsas sobre liberação de valores, pedidos de atualização cadastral e ofertas de antecipação para tentar obter dados dos contribuintes
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Golpistas prometem liberar restituição do Imposto de Renda; saiba se proteger
Foto: Luciano Luppa/Adobe Stock

A Receita Federal começou a pagar as restituições do Imposto de Renda 2026 no fim de maio, com a liberação de R$ 16 bilhões somente no primeiro lote. O último lote regular foi pago no fim de agosto, mas ainda há lotes residuais previstos, destinados, por exemplo, a contribuintes que tiveram a declaração retida na malha fina ou a entregaram fora do prazo.

Esse período de pagamentos também é aproveitado por criminosos para aplicar golpes contra os contribuintes. Por isso, é importante conhecer as principais estratégias utilizadas pelos golpistas e saber como se proteger.

Uma das principais táticas dos criminosos é explorar a expectativa dos contribuintes de receber o dinheiro da restituição. Para isso, os golpistas costumam informar que o valor já está disponível e solicitar atualização cadastral, pagamento de taxas ou confirmação de dados bancários para supostamente liberar o pagamento.

Outra estratégia é oferecer a antecipação da restituição em condições aparentemente vantajosas, com o objetivo de induzir o contribuinte a compartilhar informações pessoais ou acessar páginas fraudulentas criadas para capturar dados.

“Os criminosos costumam explorar momentos em que as pessoas aguardam algum benefício financeiro para criar um senso de urgência e induzir decisões precipitadas. Por isso, é fundamental verificar qualquer informação diretamente nos canais oficiais e nunca compartilhar senhas, códigos de autenticação ou dados bancários em ligações, mensagens ou links recebidos de terceiros”, orienta a gerente de prevenção a fraudes do Banco Mercantil, Lívia Silva.

Para evitar golpes relacionados à restituição do Imposto de Renda, os contribuintes devem adotar alguns cuidados:

  • Desconfiar de contatos não solicitados que informem a liberação da restituição ou solicitem dados pessoais;
  • Consultar as informações sobre a restituição diretamente nos canais oficiais da Receita Federal e da instituição financeira responsável pelo pagamento;
  • Verificar o endereço dos sites antes de informar dados pessoais ou bancários;
  • Não compartilhar senhas ou códigos de autenticação recebidos por mensagem ou utilizados para acessar contas e aplicativos;
  • Evitar acessar links suspeitos enviados por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagens.

“Ao identificar uma abordagem suspeita, a recomendação é encerrar o contato imediatamente e buscar orientação junto ao banco. Caso haja prejuízo financeiro ou compartilhamento indevido de informações, o consumidor deve registrar boletim de ocorrência e comunicar a instituição para adoção das medidas necessárias”, conclui a especialista.

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Diego Costa


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