Netimóveis, de BH, estreia nos EUA e amplia negócios imobiliários com parceria na Flórida

Rede mineira se associa à Elite International Realty para conectar compradores brasileiros ao mercado imobiliário da Flórida
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Netimóveis, de BH, estreia nos EUA e amplia negócios imobiliários com parceria na Flórida
Foto: Reprodução Site Netimóveis

A rede Netimóveis, com sede em Belo Horizonte, anunciou a primeira unidade nos Estados Unidos (EUA) em parceria com a Elite International Realty, consultoria imobiliária internacional que atua no mercado da Flórida e que passa a integrar a rede como Elite Realty Netimóveis Member. A entrada da Netimóveis no mercado norte-americano abre uma nova frente de negócios e vem para fortalecer a rede imobiliária. Em 2025, as transações da Netimóveis somaram R$ 4,3 bilhões e atingiram quase R$ 3 bilhões no primeiro semestre de 2026.

Com a incorporação da Elite International Realty ao ecossistema, a Netimóveis pretende ampliar as conexões comerciais entre Brasil e Estados Unidos e atender à demanda de brasileiros interessados em adquirir imóveis na Flórida. Conforme o diretor comercial e de expansão da Netimóveis, Rodrigo Capanema, a parceria foi formalizada em outubro, após seis anos de negociações e estudos sobre legislação, tributação e estrutura operacional nos Estados Unidos.

A parceria segue o modelo de negócios compartilhados da rede, onde imobiliárias diferentes podem reunir o cliente de uma empresa e o imóvel de outra. Segundo Capanema, cerca de 50% dos negócios da Netimóveis são compartilhados, considerando vendas e locações.

“A Elite passa a integrar a rede como associada internacional, permitindo que imobiliárias brasileiras tenham acesso à operação local e possam encaminhar clientes interessados em comprar propriedades nos Estados Unidos”, disse.

Rodrigo Capanema
Para Rodrigo Capanema, a parceria foi formalizada em outubro, após seis anos de negociações e estudos | Foto: Divulgação Netimovéis

A expansão para os Estados Unidos vem para atender os compradores brasileiros que querem investir em imóveis na Flórida. De acordo com Capanema, o mercado é promissor. “Orlando recebeu mais de 730 mil brasileiros em 2025, enquanto os compradores do Brasil ocupam a terceira posição entre os estrangeiros que adquirem imóveis em Miami, Orlando e Fort Lauderdale, tanto em número de unidades quanto em valor negociado”, conta.

Ainda conforme Capanema, o público prioritário é formado por investidores de alta renda que buscam diversificar o patrimônio, comprar imóveis para locação ou adquirir propriedades para uso durante férias e temporadas. Também estão no radar compradores que pretendem reformar e revender imóveis, além de famílias que desejam manter uma residência nos Estados Unidos.

A operação prevê atendimento em português, acesso aos imóveis pelos canais digitais das duas empresas e também oferece suporte para as etapas posteriores à compra. Além de adquirir os imóveis, os compradores podem contratar serviços de concierge, com orientação sobre documentação, contas bancárias, impostos, manutenção e outras necessidades dos proprietários.

“Essa oferta amplia o alcance comercial para além da intermediação imobiliária, ao conectar a compra do ativo a serviços necessários para sua utilização e conservação que podem ser contratados separadamente da transação de compra e venda. Criamos um ecossistema para tornar tudo possível, já que a proposta é reduzir as dificuldades enfrentadas por quem compra um imóvel em outro país e facilitar a jornada do investidor, desde a negociação até a manutenção da propriedade”, diz.

A unidade nos Estados Unidos também abre caminho para negócios no sentido inverso, com americanos interessados em investir no Brasil e brasileiros residentes nos Estados Unidos que desejam formar ou ampliar patrimônio no mercado nacional. A rede imobiliária já mantém presença em Portugal, na região do Algarve, e pretende ampliar a atuação internacional após consolidar a operação norte-americana.

No Brasil, a Netimóveis reúne cerca de 170 imobiliárias associadas e anunciantes. Segundo Capanema, nos últimos cinco anos, a rede contabilizou mais de R$ 30 bilhões em negócios realizados. A expectativa para 2026 é superar o resultado do ano passado, que alcançou R$ 4,3 bilhões em negociações.

Sobre o autor

Michelle Valverde

Repórter do Diário do Comércio desde 2009. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva.


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