Chave para o sucesso

Qualidade e comprometimento da equipe de governo que será formada pelo governador eleito, Cleitinho, será fundamental para a nova gestão
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Chave para o sucesso
Candidato durante votação neste domingo | Foto: Reprodução Instagram Oficial Cleitinho

Não houve qualquer surpresa na vitória do senador Cleitinho para o governo de Minas, já no primeiro turno da votação. Ainda assim a confirmação do que era apontado pelas pesquisas de opinião, e antes mesmo da formalização da candidatura, coloca lideranças empresariais em posição de expectativa e cautela, fato que as principais entidades de classe não procuram disfarçar. Os atributos do candidato eleito, principalmente sua facilidade de comunicação, que mais ajudariam a explicar seu sucesso, são reconhecidos, porém com a ressalva de que será preciso aguardar, conhecer melhor seus projetos e a equipe de trabalho que o acompanhará para formar qualquer juízo.

Trata-se de saber como, precisamente, o novo governo será capaz de transformar as expectativas da população, em ações concretas, com responsabilidade e eficiência, na gestão pública e atenção ao desenvolvimento econômico e social. Assim entende a Associação Comercial de Minas, a única das entidades que de pronto oferece sua colaboração. Para as demais, como as federações das indústrias, do comércio e da agricultura, a postura por enquanto parece ser de observar e aguardar diante dos fatos novos que se apresentam.

Cabe entender, conforme assinalou estudioso ouvido por este jornal, como será a transição do governador eleito da atuação parlamentar para assumir as responsabilidades próprias do Executivo. Será preciso mais que capacidade de comunicação que em tese deve ser superada pela capacidade de implementação. As primeiras avaliações sugerem também que estaria reservado ao vice-governador Luís Eduardo Falcão participação importante na condução administrativa, enquanto Cleitinho concentraria sua participação na articulação política. Mudanças que de uma forma ou de outra acontecerão num contexto de escassez de recursos, exigindo fixação de prioridades e maior previsibilidade nas políticas públicas. Além de abordagem mais assertiva – e conforme promessa de campanha – para a questão da dívida com a União, que rapidamente vai se aproximando dos R$ 200 bilhões.

Outro ponto muito lembrado nestas primeiras avaliações é a qualidade e comprometimento da equipe de governo a ser formada, restabelecendo padrões que garantiram as conquistas nos anos 70 e 80 do século passado, um modelo de impacto nacional e que se perdeu. Resgatá-lo com as adaptações e correções que o tempo impõe, quem sabe possa ser a chave para o sucesso, que, se interessa ao governador eleito, certamente também interessa ao conjunto da população mineira.

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