Jovem empresário tentou primeiro ser jogador de futebol, mas o talento com os negócios acabou falando mais alto - Foto: Divulgação

Com apenas 25 anos, ele é fundador de uma trading de açúcar cristal que fatura mais de R$ 30 milhões por ano e acaba de entrar para lista dos jovens mais promissores do Brasil abaixo dos 30 anos de idade, segundo a revista Forbes.

Nascido em Belo Horizonte, o empresário Flávio Vinte tem apenas seis anos de experiência como empreendedor, mas já faz história em Minas Gerais, sendo, inclusive, selecionado como empreendedor do Scale-Up Endeavor e eleito presidente do Comitê de Gestão Empresarial da Amcham Belo Horizonte.

Quem olha para a trajetória ascendente de Flávio Vinte nem imagina que gestão de empresas não foi sua primeira escolha. O jovem empresário tentou primeiro ser jogador de futebol, mas o talento com os negócios acabou falando mais alto. “Persisti no objetivo de jogar futebol até os 16 anos, quando percebi que não teria destaque nessa carreira. Comecei a trabalhar e, aos 19 anos, tive minha primeira experiência como empreendedor com a criação de dois aplicativos de serviços”, lembra.

Um dos aplicativos lançados por Flávio Vinte conectava médicos a pacientes e facilitava a marcação de consultas. O outro fazia cotação de serviços de casamento. Os dois negócios não foram para frente, mas entraram para o currículo do empreendedor que estava em formação. A grande chance de Flávio Vinte surgiria alguns anos depois, no fim de 2015, quando ele comprou uma trading de açúcar cristal que estava em processo de falência. Com sede em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a Vivaçúcar fatura hoje mais de R$ 30 milhões por ano.

“Cheguei a essa empresa porque nessa época eu trabalhava como consultor de software de gestão e oferecia esse serviço ao proprietário. Mais tarde, quando fiquei sabendo que ele fecharia o negócio, entendi que era uma boa oportunidade”, explica. O empresário afirma que a crise econômica foi essencial para que ele negociasse um bom aluguel e, mais tarde, acabou se beneficiando de uma época em que o açúcar estava valorizado. Mas, de todas as estratégias criadas pelo empresário, a gestão de oportunidades foi a mais importante delas, segundo ele.

Miopia – “Muitas empresas perdem espaço porque ficam focadas no dia a dia e não conseguem identificar as oportunidades. Se eu tivesse focado em apenas comprar e vender açúcar por conta própria não teria funcionado”, afirma. Flávio Vinte criou uma plataforma de cooperação entre empresas distribuidoras de açúcar em Contagem, o que trouxe mais representatividade a elas na hora de negociar o produto com as usinas de açúcar. Além disso, as empresas trabalham com uma mesma logística de distribuição e ganham com a divisão do frete e o compartilhamento de espaço de armazenagem.

Outra oportunidade percebida pelo empresário é a venda de etanol, produto que vem do mesmo fornecedor do açúcar. Flávio Vinte explica que o produto é comercializado apenas quando está em alta ou quando o açúcar está em baixa. Dessa forma ele consegue fazer um balanço nas vendas e manter bons resultados. 

O empresário afirma que outro aprendizado que o levou ao sucesso é de que nem sempre o progresso vem junto com a ordem, como está estampado na bandeira brasileira. Em 2018, por exemplo, o empresário optou por lucrar menos e, portanto, interromper o progresso para repensar alguns processos e colocar “a casa em ordem”. “Em 2018, o faturamento da Vivaçúcar caiu 20% em relação a 2017, mas a nossa margem de lucro aumentou porque arrumamos alguns processos. A meta para 2019 é voltar a crescer a partir dessas mudanças”, diz.